Após a derrota por 3-0 frente ao Sporting, Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, não teve dúvidas em reconhecer a superioridade do adversário na Flash Interview do V+. “Sim, não há muito a dizer. Estamos a jogar contra a melhor equipa, na minha opinião, desta Liga. É muito difícil parar o Sporting”, afirmou o técnico, salientando a dificuldade em conter o processo ofensivo leonino. O Moreirense tentou manter-se compacto na defesa, controlando “relativamente o processo ofensivo do Sporting”, apesar de ter concedido “algum espaço no corredor direito” na primeira parte. O treinador destacou a agressividade do Sporting na pressão e a dificuldade em construir jogo, com as dimensões do campo a influenciarem a estratégia. Reconheceu ainda que “o jogo não tem grande história, são de facto justos vencedores e, portanto, parabéns ao Sporting.”
Botelho da Costa fez uma análise mais profunda sobre os lances que desequilibraram a partida, apontando para erros específicos da sua equipa. “Nós temos sempre que analisar. Isto é crescimento, porque todos nós temos a ambição de conseguir competir com os melhores e com as melhores equipas. E a verdade é que, como eu disse, acho que a vitória do Sporting nunca esteve em causa, porque nós, lá está, nunca conseguimos jogar. Não tivemos muitas aproximações perigosas, portanto o jogo esteve sempre a pender muito mais para o lado do Sporting. Mas a verdade é que aquilo que desbloqueia o jogo, nos dois primeiros golos, para além de serem duas grandes execuções, são dois lances de transição em que nós recuperamos, tentamos sair e perdemos a bola. Portanto, estamos desorganizados e essa nossa desorganização o Sporting não perdoou, e a bola acabou na nossa baliza”, detalhou. O técnico do Moreirense sublinhou a importância de aprender com estes momentos, pois “contra equipas deste nível, as melhores equipas do nosso campeonato, este tipo de erros, que são pequenos, mas que depois se tornam grandes porque sofremos com isso, faz a diferença.”
Do lado do Sporting, Rui Borges, o treinador adjunto, mostrou-se satisfeito com a exibição, realçando a qualidade e ambição da equipa. Questionado sobre a afirmação de Trincão de que a equipa já merecia uma vitória como esta, Borges concordou: “Sim, pela nossa qualidade e ambição, entendo as palavras dele. Mas enaltecer o nosso espírito do início ao fim. Mandámos, quisemos ir à procura do golo, o Moreirense não criou perigo. Controlámos a bola num campo que não estava a 100%, não nos escondemos, fomos intensos e o Moreirense tem dois lances de perigo já depois do 2-0, tirando isso não tem nada”. Sobre a mentalidade da equipa, que os adeptos já cantam para o tricampeonato, Rui Borges adiantou: “Não, foi da ambição e do espírito coletivo, desde sempre, não de hoje. Seja com golos aos 90', aos 100' ou aos 10', a mentalidade está lá no querer ganhar em todos os jogos. Isso a mim deixa-me feliz ver a paixão deles a jogar e com a ambição de ganhar”. O adjunto leonino agradeceu ainda o apoio dos adeptos: “Já não tenho palavras para eles. Fora de casa, o ambiente foi extraordinário, fizeram sentir-nos a jogar em casa e, num campo em que historicamente temos tido dificuldades, essa energia sente-se e eles acompanharam a equipa na qualidade de jogo e na energia. Felizmente conseguimos [ganhar], a energia que se sente da família sportinguista é única e está tudo na mesma energia. Sabemos que os jogos cada vez são mais difíceis e precisamos deles”. Kiko Bondoso, jogador do Moreirense, também analisou a derrota, reconhecendo que “o resultado é mérito do Sporting, queríamos ser competitivos e ganhar. Há que ressalvar a atitude da equipa. Hoje não foi um dia bom, mas vamos treinar e melhorar durante a semana”. O jogador reforçou a ideia de continuidade e foco no objetivo principal: “O nosso objetivo é a manutenção e faltam dois pontos. O que vier depois é um acréscimo e bom para nós.”