Repúdio do Braga à PSP em Dérbi Minhoto
O Sporting Clube de Braga emitiu uma nota de repúdio na noite deste sábado, antes do dérbi contra o Vitória de Guimarães, devido ao impedimento da exibição de uma tela que promovia o clube e a cidade. Cerca de meia hora antes do início da partida, válida pela 23.ª jornada da I Liga, o Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública (PSP) vetou a apresentação da tarja, que seria erguida por toda a bancada Nascente na entrada das equipas em campo.
Segundo o comunicado emitido pelos Guerreiros do Minho
, a PSP, na pessoa do Subintendente André Carvalho, manteve uma postura intransigente e autista
, apesar de outras entidades, como a Liga Portugal e a Cruz Vermelha, terem emitido pareceres favoráveis à iniciativa. O clube alega que a própria PSP reconheceu que a tela e o seu manuseamento cumpriam os requisitos de segurança, justificando o impedimento com o argumento de que “não se vislumbra que a coreografia (...) se enquadre no apoio aos clubes e sociedades desportivas intervenientes”
.
Críticas e Próximos Passos do Clube
O Braga criticou veementemente a decisão, classificando-a como prepotência
e ignorância
, e afirmou que a tela expressava apenas o vínculo do clube com a cidade, sublinhando o orgulho pela sua história bimilenar e uma mensagem em latim sobre a origem de Bracara Augusta. O clube considera que este episódio “abre uma ferida profunda na postura de cooperação”
que tem tido com as autoridades e que a atitude da PSP “ofendeu o Clube e os seus sócios e adeptos”
, que trabalharam voluntariamente na preparação da iniciativa.
O Sporting Clube de Braga anunciou que irá dar conhecimento do caso a todas as entidades relevantes e solicitará reuniões de emergência, instando a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal a posicionarem-se sobre o ocorrido.