Após a derrota por 3-0 frente ao Benfica, João Henriques, técnico do AVS, expressou a sua insatisfação com a performance da equipa na primeira parte. Segundo Henriques, “Foi uma primeira parte em que não fomos competitivos o suficiente para disputar o jogo. Facilitámos a vida ao Benfica nesse sentido, não fomos competentes em certas alturas do jogo, o Benfica foi conquistando um resultado muito favorável.” Henriques sublinhou ainda as dificuldades enfrentadas: “Tivemos algumas contrariedades na primeira parte, com a entorse do Pivô e um desconforto muscular do Devenish. Viemos mais curtos, teríamos de ser muito mais competitivos e agressivos, sem desculpa. Foi curto em termos ofensivos.”
O técnico abordou também a questão da eficácia ofensiva e a passividade defensiva, referindo que “Sabíamos que não íamos ter o Tunde durante muito tempo, porque iniciou o Ramadão. Conseguimos aqui e ali criar perigo, não da forma que gostaríamos, queríamos ser mais assertivos. Das poucas oportunidades que íamos ter, teríamos de ser muito eficazes, nem isso conseguimos ser. Os três golos são dentro da área e com muita passividade da nossa parte, não somos assim e não queremos ser, não só contra o Benfica, mas contra outros. Temos de jogar à imagem do que fizemos contra o Estoril.” Apesar da derrota, Henriques revelou uma gestão estratégica de jogadores: “Para o próximo jogo fomos gerindo alguns jogadores que estavam com amarelo para não ficarem fora das possibilidades de estar no jogo.”
Paulo Vitor, defesa do AVS, partilhou da mesma opinião, destacando o impacto do golo madrugador sofrido. “Enfrentámos um adversário difícil, num ambiente difícil. Sofremos o primeiro golo muito cedo e isso condicionou a equipa, melhorámos depois e tivemos um jogo mais equilibrado na segunda parte. Temos de levar o que fizemos de bom para os próximos jogos”, afirmou Vitor. O defesa mostrou-se determinado face aos próximos desafios: “Vamos lutar até ao fim. Olhamos jogo a jogo e cada jogo é uma final, há que deixar tudo em campo, ainda faltam 11 jogos e vamos lutar até ao fim.”