Nota de repúdio do Sporting de Braga
O Sporting de Braga emitiu uma nota de repúdio contra a Polícia de Segurança Pública (PSP) pelo impedimento da exibição de uma tela de promoção ao clube durante o clássico contra o Vitória de Guimarães. O comunicado, disponível no meio oficial do emblema bracarense, é direto ao afirmar: “O Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública (PSP), na pessoa do senhor comandante da divisão policial, subintendente André Carvalho, impediu a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade que seria erguida ao longo de toda a bancada nascente aquando da entrada das equipas em campo para o duelo desta noite”. A iniciativa tinha o objetivo de promover não apenas o clube, mas também a cidade, considerando a sua rica história.
Os dirigentes do Braga não esconderam o seu descontentamento, contextualizando a decisão da PSP. Segundo o clube, a razão apresentada pela PSP foi que “não se vislumbra que a coreografia (...) se enquadre no apoio aos clubes e sociedades desportivas intervenientes”. Esta afirmação ocorre depois de já terem sido emitidas apreciações favoráveis pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e pela Cruz Vermelha, deixando os responsáveis bracarenses perplexos. O clube considerou a atitude da PSP como “uma postura intransigente e autista” em relação a uma coreografia que estava destinada a realçar o orgulho da comunidade local.
Críticas à postura da PSP
O Sporting de Braga não se ficou por aqui. Em seu comunicado, o clube alude que “o absurdo da postura adotada pela PSP” contrasta com outras coreografias previamente permitidas em anos anteriores, e que este acontecimento abre uma “ferida” na relação de cooperação que tentam estabelecer com as forças de segurança. Para o clube, foi uma ofensa não apenas à instituição, mas também aos seus sócios e adeptos, muitos dos quais dedicaram várias horas de trabalho para tornar possível a promoção do espetáculo. O Braga criticou que essa decisão pode ter “criado condições inflamáveis para o entorno da partida, numa postura de absoluta irresponsabilidade”.
Por fim, o emblema bracarense anunciou a intenção de solicitar “reuniões de emergência” e pressionar a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a LPFP a se posicionarem sobre a questão. Na visão dos responsáveis do Braga, “não é possível clamar por mais e melhores espetáculos” quando a atuação das autoridades gera um ambiente de “prepotência e de hostilização dos clubes e das suas massas associativas”. O jogo contra o Vitória de Guimarães, que é sempre um confronto intenso na I Liga, distancia-se com base em questões que afetam diretamente o envolvimento dos adeptos e a atmosfera no estádio.