Sporting de Braga critica a PSP por impedimento

  1. Sporting de Braga emite nota de repúdio
  2. Impedimento ocorreu durante clássico
  3. PSP não permitiu tela de promoção
  4. Braga solicitará reuniões de emergência

Nota de repúdio do Sporting de Braga

O Sporting de Braga emitiu uma nota de repúdio contra a Polícia de Segurança Pública (PSP) pelo impedimento da exibição de uma tela de promoção ao clube durante o clássico contra o Vitória de Guimarães. O comunicado, disponível no meio oficial do emblema bracarense, é direto ao afirmar: “O Comando Distrital de Braga da Polícia de Segurança Pública (PSP), na pessoa do senhor comandante da divisão policial, subintendente André Carvalho, impediu a exibição de uma tela de promoção ao clube e à cidade que seria erguida ao longo de toda a bancada nascente aquando da entrada das equipas em campo para o duelo desta noite”. A iniciativa tinha o objetivo de promover não apenas o clube, mas também a cidade, considerando a sua rica história.

Os dirigentes do Braga não esconderam o seu descontentamento, contextualizando a decisão da PSP. Segundo o clube, a razão apresentada pela PSP foi que “não se vislumbra que a coreografia (...) se enquadre no apoio aos clubes e sociedades desportivas intervenientes”. Esta afirmação ocorre depois de já terem sido emitidas apreciações favoráveis pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e pela Cruz Vermelha, deixando os responsáveis bracarenses perplexos. O clube considerou a atitude da PSP como “uma postura intransigente e autista” em relação a uma coreografia que estava destinada a realçar o orgulho da comunidade local.

Críticas à postura da PSP

O Sporting de Braga não se ficou por aqui. Em seu comunicado, o clube alude que “o absurdo da postura adotada pela PSP” contrasta com outras coreografias previamente permitidas em anos anteriores, e que este acontecimento abre uma “ferida” na relação de cooperação que tentam estabelecer com as forças de segurança. Para o clube, foi uma ofensa não apenas à instituição, mas também aos seus sócios e adeptos, muitos dos quais dedicaram várias horas de trabalho para tornar possível a promoção do espetáculo. O Braga criticou que essa decisão pode ter “criado condições inflamáveis para o entorno da partida, numa postura de absoluta irresponsabilidade”.

Por fim, o emblema bracarense anunciou a intenção de solicitar “reuniões de emergência” e pressionar a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a LPFP a se posicionarem sobre a questão. Na visão dos responsáveis do Braga, “não é possível clamar por mais e melhores espetáculos” quando a atuação das autoridades gera um ambiente de “prepotência e de hostilização dos clubes e das suas massas associativas”. O jogo contra o Vitória de Guimarães, que é sempre um confronto intenso na I Liga, distancia-se com base em questões que afetam diretamente o envolvimento dos adeptos e a atmosfera no estádio.