António Salvador critica PSP após vitória do Braga

  1. Sporting de Braga vence Vitória de Guimarães 3-2
  2. António Salvador critica atuação da PSP
  3. Presidente promete ir “até às últimas instâncias”
  4. Carlos Vicens lamenta proibição de tarja

A vitória do Sporting de Braga sobre o Vitória de Guimarães por 3-2, no dérbi minhoto, ficou marcada por uma forte contestação do presidente António Salvador face à atuação da PSP. O dirigente dos arsenalistas demonstrou o seu desagrado com a operação de segurança da partida, que culminou na censura de uma tarja de apoio, e prometeu ir “até às últimas instâncias” para defender os adeptos e o clube, após o confronto emocionante no Municipal de Braga.

Em declarações na sala de imprensa, António Salvador não escondeu a sua frustração, apesar do resultado positivo para a sua equipa. “Hoje ganhámos e ganhámos bem, mas não estou feliz. Hoje os nossos adeptos foram desrespeitados, a nossa cidade de Braga foi desrespeitada. Fomos censurados na nossa vontade de mostrar o amor pelo clube e pela cidade. Durante dias, semanas, os nossos profissionais e voluntários trabalharam horas e horas, dia após dia, para transmitir aquilo que é um incentivo ao clube e orgulho pela cidade, mensagem essa que a Polícia censurou. O que posso dizer é que irei, enquanto presidente, até às últimas instâncias para defender aquilo que é o amor à nossa cidade, o amor ao clube e que os nossos adeptos sejam respeitados, que não foi o que se passou aqui”, afirmou o presidente bracarense, sem abrir espaço a questões dos jornalistas presentes. As palavras de Salvador vincam a indignação pela forma como os acontecimentos se desenrolaram, apontando o dedo à censura de uma mensagem de apoio que levou dias a ser preparada, sublinhando que “não posso permitir que uma mensagem tão positiva, de orgulho pela nossa cidade, seja censurada pela polícia”.

O treinador Carlos Vicens, por sua vez, analisou a vitória do Sporting de Braga, pautada por um jogo menos controlado do que o habitual, e também manifestou o seu descontentamento com a proibição da tarja. “Um jogo com um pouco menos de controlo do que habitualmente temos aqui em casa. No início estávamos a adaptar-nos, com a inclusão do Diego na esquerda, mas chegámos ao golo devido às aproximações à baliza contrária e depois fizemos um grande golo, o segundo. Penso que podíamos ter saído com uma vantagem maior para o intervalo”, começou por dizer o técnico. Vicens reconheceu as dificuldades da equipa em manter o controlo da posse de bola, algo que atribuiu à falta de confiança e frescura, mais do que à oposição do Vitória. “Foi mais a nossa falta de confiança, de frescura e de desenvoltura nas nossas saídas de bola e não a forma como o Vitória se apresentou”, realçou. No entanto, o técnico destacou a capacidade de superação da equipa: “Cada vez que estávamos em vantagem, acabava por acontecer algo negativo, no entanto conseguimos fazer mais um golo”. Por fim, Vicens fez ainda uma comparação com jogos anteriores. “Tivemos mais acerto [do que nos outros dois jogos com o Vitória]. Voltámos a ter maior produção ofensiva”, e concluiu: “Hoje, não tivemos tanto controlo como nesse jogo, mas merecemos ganhar”. O técnico do Braga também não deixou de se pronunciar sobre a situação da tarja, afirmando que “Estas situações podem retirar adeptos dos estádios. Um dérbi é uma ‘festa do futebol’”, em clara alusão ao incidente que motivou a ira do presidente António Salvador.