Recentemente, o desporto nacional foi palco de uma situação lamentável, onde o jogador de voleibol Pablo Natan revelou ter sido alvo de insultos homofóbicos após um dérbi entre Benfica e Sporting. Em conversa com o influencer brasileiro Pablo Dias, Natan partilhou o seu desconforto: “Nós ganhámos [o dérbi] e os adeptos do Sporting, quando eu estava a passar perto deles, chamaram-me de paneleiro. Aquela coisa básica...” Esta declaração realça a necessidade de refletir sobre o comportamento dos adeptos e a cultura que permeia o desporto em Portugal.
Por outro lado, em um ambiente de formação e esperança, Florentino Luís, jogador do Benfica, fazia uma visita a um treino da equipa sub-12 do clube e, inspirado pelas crianças que o viam como referência, deixou uma mensagem de otimismo: “Eles podem acreditar. Também dá-me responsabilidade saber que os mais novos olham para os mais velhos. Assim como, quando eu era mais novo, olhava para os mais velhos, hoje em dia eles também podem olhar para mim e isso dá-me a responsabilidade de estar sempre no máximo...” A importância de ser um exemplo positivo é evidente nas palavras do médio, que continuou relembrando a sua própria jornada: “Creio que se eu continuar da maneira como cheguei até aqui, muitas coisas boas virão e que se eles continuarem da maneira como eles chegaram até aqui, desfrutando do futebol, também muitas coisas boas virão sobre a vida deles e irão crescer como homens e também profissionalmente.”
A Disciplina e Homofobia no Desporto
As experiências de Pablo Natan e Florentino Luís no desporto português exibem contrastes marcantes: uma retrata a discriminação e a necessidade de mudanças na mentalidade coletiva, enquanto a outra traz uma luz de esperança para as gerações futuras. É imperativo abordar a homofobia e promover um ambiente inclusivo no desporto; deve-se trabalhar para que atletas, independentemente da sua identidade, sintam-se respeitados e valorizados.
Nesta discussão, é importante lembrar que o futebol, assim como muitos outros desportos, deve ser um espaço seguro e acolhedor. Cada ato de discriminação, como o que Natan enfrentou, é um lembrete de que, apesar dos avanços na sociedade, ainda há um longo caminho a percorrer. O desporto deve unir, e não dividir.
O Papel dos Atletas como Modelos a Seguir
Florentino Luís exemplifica o impacto positivo que os atletas podem ter nas gerações mais novas. Ao visitar a equipa sub-12 do Benfica, ele reforçou a sua responsabilidade enquanto modelo a seguir: “Eles podem acreditar.” O seu exemplo é vital para inspirar jovens jogadores a crescerem não apenas como desportistas, mas também como cidadãos conscientes e respeitosos.
As palavras de Luís sublinham o valor da determinação e do trabalho árduo, mostrando que o sucesso no desporto é muitas vezes um reflexo do empenho e da atitude. Se os atletas abraçarem a sua influência de forma positiva, pode haver um efeito cascata que beneficie todo o desporto português, promovendo valores de inclusão e respeito no jogo.