Moreirense: Vasco Botelho da Costa alerta para o perigo do Rio Ave

  1. Vasco Botelho da Costa alertou para o perigo do Rio Ave.
  2. O treinador abordou a saída de jogadores no mercado de transferências.
  3. A juventude do plantel e a aprendizagem através dos erros foram discutidas.
  4. Diogo Travassos foi elogiado como lateral versátil.

O treinador do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, alertou para o perigo do Rio Ave na antevisão ao jogo da 22.ª jornada da I Liga, que terá lugar na segunda-feira. Apesar das saídas de jogadores importantes no clube de Vila do Conde, o técnico cónego sublinha que a qualidade da equipa não está em causa.

“É certo que perderam jogadores com muita qualidade, como o Clayton ou o André Luiz, mas também acrescentaram qualidade. Isso nunca esteve em causa. Acho que o Rio Ave sempre teve um conjunto de individualidades muito forte e, em termos de equipa, o processo também está bem definido. Não é uma equipa que mude muito do ponto de vista tático, mas temos de estar muito alertas, com uma mentalidade competitiva muito forte”, afirmou Vasco Botelho da Costa. O treinador do Moreirense também abordou os reflexos do mercado de transferências na sua própria equipa. “Houve muita gente a sair e algumas entradas, mas não considero que haja grandes oscilações do ponto de vista exibicional da equipa. Somos uma equipa com uma identidade bem vincada, que tem tido muita capacidade para manter a sua organização em praticamente todos os jogos. Mas há sempre situações que dependem muito de momentos de forma, assim como das rotinas que só conseguimos aprimorar com uma sequência de jogos para podermos colher frutos no futuro. O que fizemos neste mercado pode ter-nos tirado um bocadinho de força momentânea, mas é o chamado passo atrás para dar dois à frente. A resposta tem sido boa e vamos conseguir transpor essa qualidade para a competição.”

Vasco Botelho da Costa falou ainda da importância da finalização e dos erros cometidos pela equipa. “Pensando no jogo como um todo, continuamos a errar, a cometer alguns erros que nos estão a custar golos sofridos e, numa equipa para ter uma classificação boa, vou muito mais aos erros cometidos do que à capacidade ou incapacidade do ponto de vista ofensivo. E é isso que nos tem penalizado um pouco mais, porque temos estado muito bem em praticamente todos os momentos do jogo, com um erro aqui e ali. Depois, tem muito a ver com o que expliquei, a rotina, a capacidade para executar com qualidade, a decisão tomada no momento certo. E um pouco mais de objetividade. São fatores que têm a ver com o crescimento da equipa e trabalhamos muito sobre eles.” A juventude do plantel e a aprendizagem através dos erros também foram tópicos de discussão para o treinador. “Acredito que sim, isto não deixa de ser aprendizagem, de ser experiência. Uma coisa é o nível que o jogador tem, que demonstra, as capacidades e os recursos que tem, outra é percebermos que o jogo é muito dinâmico e que, por mais que treinemos durante a semana, nunca é igual. Porque a competição tem a pressão, tem todo o envolvimento do dia de jogo, os fatores externos, como o público, o árbitro. O que fazemos durante a semana nunca vai ser igual à competição. Muitas vezes precisamos de cometer o erro. É uma frase um bocadinho polémica, mas, às vezes, a derrota é importante porque vai ser o verdadeiro alerta para olharmos para trás e ver o que é que não foi bem feito, como é que tenho que crescer, o que é que eu tenho que aprender. Acredito que possa também estar um pouco relacionado com isso, porque, lá está, são muitos. Uma coisa é estarmos a falar de inserir um jogador, dois jogadores, ok, até porque iniciámos a época com uma base muito experiente, com muita bagagem. Mas o caminho está a ser diferente e, neste momento, estamos a falar de muitos jogadores que é a primeira vez que estão a ter este tipo de experiências.” O técnico elogiou ainda Diogo Travassos, um lateral que atua como extremo. “Primeiro que tudo é um bom jogador e os bons jogadores normalmente têm muita facilidade em adaptar-se ao que lhes possa ser pedido. Depois, há que desmistificar um bocadinho. Conheço o Diogo desde miúdo, lembro-me de o ver nos jogos do Sporting, no futebol de 7, e o Diogo era avançado. Era ponta-de-lança e marcava muitos golos. Depois, antes de ser lateral, foi extremo e, portanto, toda esta versatilidade ao longo da formação, aliada ao facto de ter feito toda a formação num clube grande, o que lhe deu muita escola, muita bagagem, muito conhecimento, faz com que ele hoje seja um jogador preparado para dar resposta a diferentes coisas que lhe sejam pedidas. E é mérito dele, da capacidade enorme que tem, muito mais do que mérito dos treinadores. Depois, dentro da nossa forma de jogar e das necessidades da equipa e de como é que podemos retirar pontos fortes dele. Tem atacado mais a extremo, mas também defende muitas vezes a lateral, na sequência das nossas dinâmicas. Tem estado muito bem, tem-nos ajudado muito e, portanto, eu acho que o prémio da Liga é merecido. Mas, depois, é como eu sempre digo, se o coletivo não fosse forte e não fosse organizado, seria sempre muito mais difícil a individualidade sobressair. Este prémio, como o do Maracás, deixam-nos satisfeitos.”

As Histórias Inusitadas que Marcam o Futebol Português

  1. Leandro Silva teve ataque de ansiedade antes de ir para Chipre.
  2. Beni Souza recebeu um bacalhau como prémio de “homem do jogo”.
  3. A carreira de Leandro Silva passou por FC Arouca, Israel e Arábia Saudita.
  4. Beni Souza tem 22 anos e joga na Académica.