Famalicão critica VAR após derrota em Alvalade

  1. Golo anulado ao Famalicão, 8 minutos
  2. Oportunidade falhada por Elisor, 34 minutos
  3. Miguel Ribeiro critica VAR
  4. Rui Borges lamenta golo tardio

O Famalicão saiu derrotado de Alvalade, frente ao Sporting, com um golo solitário nos minutos finais a decidir a partida. No entanto, a análise do jogo por parte do Famalicão e do seu presidente da SAD, Miguel Ribeiro, revelou um profundo descontentamento com a arbitragem e, em particular, com a intervenção do VAR que anulou um golo aos oito minutos.

O técnico Rui Borges, apesar da derrota, expressou a sua visão sobre o desempenho da equipa. “Saio com a sensação de que não deveríamos ter perdido este jogo, pelo trabalho, esforço, capacidade tática em muitos momentos de fechar um belíssimo adversário e termos levado o jogo até um determinado momento em que teríamos de segurar. Não podemos perder em casa de um candidato ao título com um golo de bola parada, principalmente depois de uma primeira parte mais personalizada do que a segunda com bola. Na segunda parte, encolhemos um bocadinho a capacidade de sair, mas na primeira parte tivemos situações, fizemos um golo, estivemos perto de fazer outros, as principais oportunidades foram nossas”, afirmou Rui Borges. A anulação do golo de Ibrahima Ba e a oportunidade falhada por Simon Elisor aos 34 minutos foram momentos cruciais. Elisor, isolado perante Rui Silva, atirou ao lado, um lance que certamente deixou marcas na equipa minhota.

A controvérsia em torno do golo anulado foi acentuada pela declaração de Miguel Ribeiro. “Acho que o VAR não deve andar de lupa à procura de motivos para anular um golo. E sempre para o mesmo lado. Curiosamente, é o mesmo VAR que nos fez o jogo no Estádio da Luz, com o Benfica”, declarou o presidente da SAD famalicense. Miguel Ribeiro questionou a consistência das decisões do VAR e a sua influência nos jogos, referindo: “Agora, há situações em que qualquer pessoa, a editar um vídeo, a parar uma imagem, consegue mostrar seja o que for. Na minha opinião, mas não é o suficiente para retirar um golo. Não sei se iria ser assim do outro lado. O que quero dizer é que o árbitro tomou uma decisão dentro do campo, e quando assim é, por algo que não é tão radical, os intervenientes que estão fora do campo não devem ter tanto poder e na era do quinto árbitro não deveria ser assim.” Esta posição do Famalicão adiciona uma camada de polémica à derrota, sugerindo que o resultado foi influenciado por decisões externas ao campo.

Rui Borges também refletiu sobre a performance da sua equipa e os golos tardios. “O futebol é do primeiro ao último minuto. Já ganhei jogos ao primeiro, já ganhei jogos ao último. Tenho dois empates aos 90, são quatro pontos e, se calhar, estava com os mesmos pontos do primeiro. Isso é tudo muito subjetivo. A ambição da equipa é enorme, fomos criando situações e não deixámos o adversário criar. Mais do que tudo o resto é a capacidade da equipa. O jogo tem 90 minutos e não 70, estaria preocupado porquê? Ganhei o jogo, é o mais importante. Os jogos vão ser cada vez mais difíceis, jogámos contra uma equipa muito competente, com um treinador muito competente, valoriza ainda mais a nossa vitória”, analisou Rui Borges. A perseverança do Sporting em marcar no final foi um fator determinante e, para o Famalicão, a incapacidade de segurar o resultado até ao fim foi frustrante. A estreia de Rafael Nel pelo Sporting, mencionada por Rui Borges como um “fruto do trabalho dele”, contrasta com a impotência famalicense em momentos decisivos. A equipa minhota lamenta a derrota em Alvalade, com o sabor amargo de um golo anulado e oportunidades perdidas que poderiam ter mudado o desfecho do encontro.

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