Famalicão vence AVS por 3-1, mas polémica arbitral inflama o debate pós-jogo

  1. Famalicão venceu AVS por 3-1
  2. João Henriques criticou decisão do VAR
  3. Hugo Oliveira elogiou a reação da equipa
  4. Jogadores do AVS "revoltados" após o lance.

A 21.ª jornada da Liga Portugal Betclic foi palco de um confronto intenso entre Famalicão e AVS, com a equipa da casa a sair vitoriosa por 3-1. Contudo, as reações pós-jogo revelaram interpretações distintas sobre o que ditou o desfecho da partida, especialmente por parte do técnico do AVS, João Henriques, que apontou o dedo a uma decisão arbitral fundamental.

João Henriques não escondeu a sua frustração ao abordar o lance que, no seu entender, mudou o rumo do jogo. Afirmou: “Há um erro de interpretação por parte do videoárbitro (VAR). Já que o árbitro não conseguiu ver nada dentro da área, que é falta clara, pé em riste. É um lance que dita aqui uma mudança no jogo.” O técnico do AVS reiterou a sua convicção de que a equipa tinha o jogo “completamente controlado” e em vantagem no marcador antes do incidente questionado, complementando: “Os jogadores foram inexcedíveis no cumprimento do plano de jogo e demos continuidade ao que fizemos em Alvalade.” Esta perspetiva sugere que, para o AVS, a derrota resulta mais de uma intervenção externa do que de uma falha coletiva no desempenho. Henriques revelou o sentimento geral no balneário, confessando: “Os jogadores estão revoltados com a forma como o jogo se desenrolou após o lance contestado.” Apesar da polémica, Henriques fez questão de salientar: “É preciso haver algum respeito pelos profissionais que estão ali dentro. Houve um colega a provocar e, no futuro, quem sabe que as coisas não se invertem”, disse. Relembrou também que, “Os jogadores querem, acreditam, fizeram um jogo competente e sentiram que as coisas estavam a correr bem. Depois há momentos que decidem o jogo.”

Do lado do Famalicão, a leitura da partida é naturalmente diferente. Hugo Oliveira, técnico da equipa vencedora, enalteceu a capacidade de reação dos seus jogadores, especialmente após um primeiro tempo menos conseguido. “Só conta o resultado final. Sabíamos que ia ser um jogo difícil porque os jogos com equipas que estão na cauda da tabela são muito fechados. Nem sempre tivemos critério durante a primeira parte. Na segunda, tivemos mais energia, acabámos por sofrer, mas a equipa soube dar a resposta. A equipa teve coragem e acabámos por ser uns justos vencedores”, começou por dizer Hugo Oliveira. O treinador destacou a “maturidade” do grupo, sublinhando que “o jogo só se ganha quando acaba”, uma filosofia que, segundo ele, foi crucial para a reviravolta no marcador. Hugo Oliveira também realçou o contributo individual dos seus atletas, afirmando: “Nestes momentos em que as equipas estão mais baixas é preciso trazer o talento individual. Foi importante trazer essa energia e isso mostra a qualidade do grupo.” Este ponto de vista sugere que a vitória do Famalicão assentou na resiliência e na qualidade individual, que prevaleceram sobre as adversidades do jogo. Olhando para a utilização dos seus jogadores, “Quisemos baixar o Gil Dias para trazer combinações com o Sorriso. Sabia que íamos ter mais chegada e o Pedro Bondo já tinha amarelo”, admitiu Hugo Oliveira. O técnico famalicense concluiu: “Merecíamos fazer mais golos, mas somos justos vencedores.” Em relação às estreias de jovens jogadores, “Neste jogo houve mais estreias e este grupo mostra mais uma vez a qualidade. Estreámos mais dois jovens e é uma equipa que quer dar alegria aos adeptos. Este jogo foi a demonstração que a força mental tem tanta importância como a capacidade técnica”, afirmou.

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