Declarações de Custódio Castro, treinador do Alverca
Após o empate entre Alverca e Santa Clara, que terminou em 1-1, os dois treinadores deixaram declarações que refletem a complexidade da partida e as expectativas da equipa. Custódio Castro, treinador do Alverca, começou enfatizando a atuação da sua equipa na primeira parte. “Estivemos bem na primeira parte, entrámos a ganhar e isso ajudou, mas podia ajudar ainda mais porque podíamos ter feito o 2-0 com o Marezi na cara do guarda-redes,” destacou. No entanto, o tom de Castro mudou ao abordar a segunda parte, onde a equipa não correspondeu às suas expectativas. “Fomos lentos a sair, pouco agressivos, o Santa Clara acabou por empatar e o resultado acaba por ser justo,” comentou.
A saída de Marezi devido a uma lesão foi um golpe que o Alverca não conseguiu contornar. Castro indicou que “tivemos algumas ausências que nos limitaram um pouco, por isso acho que faltou um pouco mais de dinâmica e jogo na segunda parte.” Ele ainda fez uma análise mais profunda, apontando que a mentalidade dos seus jogadores poderia ter influenciado a performance. “Pareceu-me claramente uma parte mental, uma proteção demasiado grande em relação ao resultado e eu nem gosto disso,” avaliou, considerando que a ambição da equipa não foi bem traduzida em campo.
Perspectiva de Petit, treinador do Santa Clara
Por outro lado, Petit, treinador do Santa Clara, abordou o jogo de maneira diferente. Ele começou por expressar as suas frustrações: “Vínhamos com ambição dos três pontos.” Petit também comentou sobre o início irregular da sua equipe, que deixou a desejar. “Fomos muito lentos e sem critério na primeira parte.” Contudo, após ajustes ao intervalo, a equipa reagiu e Petit viu melhorias: “Depois, com a entrada do Fernando, um menino irreverente que está a dar os primeiros passos na equipa, acabámos por chegar ao golo.” Para o treinador do Santa Clara, a atitude proativa na segunda parte mostrava a ambição que a sua equipa necessitava.
No que diz respeito à ideia de moralidade nas vitórias, Petit deixou clara a sua posição: “De vitórias morais estamos nós fartos.” Para ele, o empate foi um passo importante, mas não o que a equipa almejava. A busca contínua pelo segundo golo exemplificou a determinação da sua formação: “Acho que controlámos melhor o jogo na segunda parte.” O empate pode ter sido um resultado imediato, mas ambos os técnicos deixaram claro que as lições retiradas da partida serão fundamentais para os próximos encontros.