Roberto Martínez irá aproveitar os jogos particulares com o México e os Estados Unidos da América para realizar diversas experiências na equipa, visto que será o último estágio antes do Campeonato do Mundo. Com vários jogadores importantes lesionados, esta pode ser a oportunidade de alguns nomes mostrarem o seu valor e garantirem um lugar na lista final.
Entre os ausentes de peso que, em condições normais, estariam no Mundial, destacam-se Diogo Costa, Nélson Semedo, Rúben Dias, Bernardo Silva, Rafael Leão e Cristiano Ronaldo. As lesões de última hora abrem espaço para outros jogadores. Rui Silva, que tem feito uma boa temporada no Sporting, é o mais provável candidato a assumir a baliza de Portugal na ausência de Diogo Costa. Na defesa, Gonçalo Inácio perfila-se como o “patrão”, e Martínez pode testar uma dupla inédita com Tomás Araújo, do Benfica. No meio-campo, apesar do poderio habitual, os jogos servirão para perceber quem pode render nomes como João Neves, Vitinha e Bruno Fernandes, em caso de necessidade, com Rodrigo Mora e Mateus Fernandes a darem nas vistas nos seus clubes. Paulinho, que não foi chamado inicialmente para estes dois jogos, e só está na lista porque “houve mais um indisponível, Leão”, como afirmou o selecionador. Sobre o avançado do Toluca, Roberto Martínez destacou que “Ele estaria em qualquer seleção do mundo, mas em Portugal é muito difícil quando tens jogadores como Cristiano e Ramos na mesma posição. Não é uma questão do que ele tem de fazer. Tem de ser ele mesmo. Treinou muito bem e é um prémio muito merecido. É um goleador nato e muito inteligente. A decisão final não é do jogador, mas pode condicionar a decisão.”
Martínez também abordou a questão da gestão de minutos, afirmando: “Vamos gerir os minutos com responsabilidade, mas estamos aqui para competir bem e observar soluções diferentes. Temos dez substituições no jogo com o México e 11 com os EUA, vamos tentar que todos os jogadores tenham minutos”. E revelou que “O José Sá joga um, o Rui Silva joga outro”. A viagem às Américas serve também para experimentar o ambiente do Mundial, onde Portugal terá dois jogos da fase de grupos em Houston e um em Miami. O selecionador vê com bons olhos as “dores de cabeça” na hora de escolher os convocados finais. "Sim, vou ter dores de cabeça para escolher, mas isso é positivo. Precisamos de energia, polivalência e flexibilidade tática. Precisamos de juntar tudo isso num grupo de 26. A escolha final tem de ser difícil, não precisa de ser popular. Estou muito contente com o que estou a ver”, concluiu Martínez.