A queixa do FC Porto contra o avançado do Sporting, Luis Suárez, foi parcialmente arquivada pelo Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). O pedido da equipa portista focava-se em alegações de agressões cometidas por Suárez sobre o defesa-central Jan Bednarek, que se viu obrigado a sair do campo na primeira parte devido a problemas físicos. Além disso, a queixa incluía gestos feitos pelo colombiano, que foram interpretados como ofensivos, levando o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, a acusar o jogador de chamar ladrão
ao árbitro Cláudio Pereira.
O CD da FPF considerou que não existiam razões suficientes para avançar com sanções, uma vez que os lances em questão haviam sido avaliados pela equipa de arbitragem durante a partida. No documento que oficializa a decisão, lê-se que “não se verificando nenhuma situação excecional que justifique a intervenção deste Conselho, adere-se integralmente à posição supra referida, concluindo-se que, no caso em apreço, ainda que viesse a ser deduzida acusação, a probabilidade de absolvição prevaleceria sobre a de condenação”
. Esta análise resultou no arquivamento parcial da queixa.
No entanto, a FPF ainda não se pronunciou sobre os gestos de Suárez que sugeriram uma alegação de roubo
. Este aspecto do caso continua a ser alvo de especulação e espera-se uma análise independente, levantando questões sobre a conduta de jogadores sob pressão e as obrigações éticas dos árbitros. Para muitos observadores da liga, a natureza dos gestos feitos por Suárez poderá ter graves repercussões, dependendo da decisão futura do Conselho de Disciplina. A situação continua a ser monitorada, e o desdobrar destes eventos poderá ter um impacto no clima competitivo entre as duas equipas.