Andreas Schjelderup, avançado do Benfica, recordou o momento em que a sua vida parecia desabar, após receber um telefonema da polícia dinamarquesa a 23 de junho do ano passado. A acusação de partilhar um vídeo com conteúdo sexual envolvendo menores apanhou-o de surpresa enquanto defendia as cores do Benfica no Mundial de Clubes. “Não sabia o que fazer”, admitiu o jogador em entrevista à TV2 da Noruega, revelando que, numa primeira fase, manteve o sucedido em segredo da própria família. “Senti que a minha vida tinha acabado”, confessou, descrevendo a situação como “horrível” e “incrivelmente estranha”.
O episódio, que o jogador classifica como uma “hemorragia cerebral”, fê-lo revisitar o seu percurso. “É um assunto do qual não me orgulho”, disse. “Até então, sentia que tinha vivido a vida sem cometer um único erro. Sempre pratiquei boas ações e fui um bom exemplo. Sei que fui um modelo para muitos, tenho consciência disso. Senti que foi um erro que eu próprio cometi e que queria corrigir sozinho. Senti que o mundo desabou. Naquele momento, pensas que a tua vida acabou”, detalhou o extremo de 21 anos. Schjelderup só partilhou a situação com os que o rodeiam em setembro, poucos dias antes de o caso se tornar público.
Dois anos após o acontecido, quando representava o Nordsjaelland e partilhou o vídeo com um grupo de amigos no Snapchat, Schjelderup lamenta o ato irrefletido e destaca o apoio familiar. “O meu pai tem sido um dos meus maiores apoios e ajudou-me a encontrar a calma. Tanto ele como o resto da família têm sido muito bons para mim”, afirmou. Recentemente, Andreas Schjelderup viu o seu nome ligado ao Barcelona, com um olheiro do clube catalão a observá-lo num jogo do Benfica. Questionado sobre este interesse, o jogador manifestou agrado, apesar de desconhecer a informação. “A verdade é que não sabia de nada, mas se assim foi, fantástico”, concluiu, abordando assim um momento de esperança profissional após um período conturbado na sua vida pessoal.