Oskar Pietuszewski: a jovem estrela polaca desponta no FC Porto e na seleção

  1. Oskar Pietuszewski tem 17 anos.
  2. Convocado para a seleção da Polónia.
  3. Robert Lewandowski elogia o jovem.
  4. Marcos de 3 golos, 2 assistências em 10 jogos.

Oskar Pietuszewski, a jovem estrela polaca de apenas 17 anos, tem sido o centro das atenções tanto no FC Porto como no seu país natal. A sua recente convocatória para a seleção da Polónia, que irá disputar o playoff de acesso ao Mundial'2026, marca um ponto alto na sua ainda curta, mas meteórica, carreira. Este feito não passou despercebido aos seus compatriotas, incluindo o capitão da seleção, Robert Lewandowski, que expressou a sua satisfação e esperança em relação ao jovem talento.

“Não sei se o Oskar precisa da minha ajuda. Ele está a ter um ótimo começo e espero que continue assim. Se ele precisar de alguma coisa, terei todo o prazer em ajudá-lo. Todos os jogadores que entrem para a seleção podem contar com o meu apoio. Ele tem potencial para desenvolver o seu talento, dá para ver que está a sair-se muito bem e isso só pode beneficiar a seleção. Ele é único, só tem que entrar em campo e mostrar as suas habilidades. Espero que consiga fazer na seleção o que faz no FC Porto”, considerou Robert Lewandowski, capitão da seleção polaca e craque do Barcelona, em declarações à imprensa polaca, demonstrando total confiança nas capacidades do colega.

Apesar da tenra idade, Pietuszewski rapidamente se afirmou como uma peça fundamental na equipa do FC Porto. O momento mais marcante da sua passagem pelos dragões, até agora, foi o golo espetacular no Estádio da Luz, onde “sentou” Otamendi e marcou o segundo golo portista. Uma memória que o jovem guarda com humildade e ambição. “Quando saio do túnel, sinto sempre aquele arrepio de emoção... Olho para tudo aquilo e é realmente impressionante. Mas depois do primeiro apito, desligo-me de tudo e o que se passa no relvado é o mais importante. Foi algo grandioso ter conseguido marcar um golo assim num estádio daqueles, contra um adversário como aquele. Mas por outro lado, o que é que isso muda? Continuo a trabalhar arduamente para que situações destas se repitam mais vezes”, referiu o extremo ao canal de Youtube polaco 'Foot Truck', sublinhando a sua vontade de continuar a evoluir.

Sobre a escolha pelo FC Porto, Pietuszewski revelou um processo ponderado: “Foi uma decisão muito bem pensada. Não foi um 'chegou o FC Porto e vamos para o FC Porto'. Tínhamos uma lista que o Mariusz [empresário do jogador] me trouxe... Fizemos uma espécie de eliminação para decidirmos onde nos devíamos focar, para que a transferência fosse a melhor decisão possível, não só em termos de desenvolvimento, mas também de localização, para que fosse um lugar seguro. E, no fim, acabou por ser o FC Porto. Fico feliz por não ter sido uma decisão precipitada”. Apesar de ter chegado à cidade Invicta em janeiro, proveniente do Jagiellonia Bialystok, o jogador superou as expectativas, tendo em conta a sua adaptação: “Certamente não foi uma transferência feita com a ideia de que eu jogaria logo. Sou um rapaz jovem, não se sabe como se vai reagir à mudança de ambiente ou à intensidade dos treinos. Mas eu quero sempre jogar e esforço-me sempre, não só nos treinos mas também fora deles, para jogar o máximo possível. Fico feliz por ter convencido o treinador de que posso ajudar a equipa”, confessou.

O jovem avançado polaco, com apenas 17 anos, conta já com momentos marcantes, como os três golos e duas assistências em dez jogos pelos azuis e brancos, o que lhe tem valido a aposta do treinador Farioli. “É algo marcante marcar num estádio daqueles contra um adversário tão forte. Mas, ao mesmo tempo, tento manter os pés no chão. É mais um golo, um momento muito bom, mas eu só quero continuar a trabalhar para ter mais números e continuar a evoluir”, afirmou, com a humildade que o caracteriza. A capacidade de drible de Pietuszewski é notável e, como ele próprio explica, é fruto de um processo natural fomentado pelos seus treinadores: “Os treinadores que encontrei ao longo do meu percurso tiveram uma grande influência nisso. Nunca tive medo de driblar e foi importante que os treinadores com quem trabalhei não me impedissem de o fazer. Não mataram a minha imaginação”, salientou. No entanto, o jovem entende que o drible não é a única solução: “O drible nem sempre é a solução, às vezes é preciso passar a bola e acalmar o jogo. Mas nunca houve uma situação em que eu não tentasse ou não fizesse algo”, reforçou.

No balneário do FC Porto, Pietuszewski encontrou em Bednarek uma figura de liderança e inspiração. “É uma figura muito importante. Integrou-se muito depressa no resto da equipa e no staff. Ele é um líder, mas um líder positivo. Apoia sempre quando as coisas correm mal, e quando é preciso dar um 'puxão de orelhas', ele dá-o. Sente-se que nele é algo natural, fala com o coração e diz o que lhe vai na cabeça”, elogiou o jovem. Por sua vez, Bednarek tem-se revelado um verdadeiro líder: “É enorme. O Jan chegou e integrou-se muito rapidamente no grupo e com o staff. Tornou-se logo um líder, mas um líder positivo. Apoia toda a gente quando as coisas correm mal e diz o que tem a dizer quando é preciso dar um puxão de orelhas”, concluiu. Pietuszewski também não poupou elogios ao seu treinador, Farioli, que, apesar de jovem, demonstra uma vasta experiência: “Apesar de ser muito jovem para treinador, tem uma bagagem de experiência enorme. Ele é não só um excelente treinador, mas também uma excelente pessoa”, confessou. Sobre a sua estreia na seleção da Polónia, Pietuszewski admite estar a viver um sonho: “Para um rapaz como eu, com esta idade, ter a possibilidade de me estrear na seleção da Polónia, algo que há uns anos talvez nem pensasse ser possível... e agora está a tornar-se realidade. Espero que essa estreia aconteça e que consiga realizar esses sonhos de infância”, frisou.

A Polónia defronta a Albânia já esta quinta-feira, e em caso de vitória, irá discutir a qualificação para o Mundial'2026 frente ao vencedor do jogo entre Suécia e Ucrânia.

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