Em editorial na revista Dragões, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, alertou para a necessidade de agir com “bom senso e responsabilidade”
face aos exigentes desígnios
que se avizinham para o futebol nacional, como a candidatura à receção do Europeu de Futebol Feminino em 2029 e a co-organização do Mundial em 2030.
Villas-Boas lamentou a paz podre
que se vive no futebol português, defendendo a necessidade de “congregar esforços e encurtar distâncias entre instituições para recuperar a nossa posição no próximo mandato”
da UEFA.
Críticas ao processo eleitoral da Liga
O líder portista questionou “a quem interessa que continuemos a viver nesta paz podre por mais tempo?”
e “a quem interessa um certo desalinhamento entre os três grandes e continuarmos a adiar discussões sobre a centralização dos direitos televisivos, o VAR e outros temas que continuam em atraso?”
Villas-Boas criticou ainda o “conluio, facilitismo, favoritismo e o sonho de um eldorado em direitos audiovisuais que jamais chegará”
no processo eleitoral da Liga, defendendo que “deveríamos estar a discutir propostas, equipas, planeamento, estratégia, valorização e crescimento”
.
Apelo à “dignidade, transparência e ética”
O presidente do FC Porto questionou “a quem interessará dar um passo atrás no caminho para a dignidade, transparência e ética do futebol português? A quem interessa esta vacuidade?”
, garantindo que “os nossos rivais e outros situacionistas também sabem disso, mas não lhes interessa”
.
Por fim, Villas-Boas concluiu que “o fado do futebol português não é ser pequeno; temos de dar passos em frente. Para esse propósito maior, só para esse, contem com o FC Porto”
.