No atual clima de desunião que se vive no futebol português, duas figuras proeminentes levantam a voz pedindo uma reflexão urgente sobre a necessidade de união e desenvolvimento. Luís Castro, um respeitado treinador, referiu que estamos a viver dias horríveis
, sublinhando a emergência de uma liderança que saiba unir o desporto. ““Acho que temos a capacidade de criar problemas de uma forma algo surpreendente para todos, é uma grande surpresa aquilo que vejo. Sou adepto e há uma coisa que está associada à liderança: acho que os grandes líderes devem preocupar-se primeiro com a capacidade de unir e um grande líder é sempre aquele que mais capacidade tem de unir,””
considerou durante a apresentação do torneio IberCup Cascais 2025. A sua mensagem é clara: a importância do futebol português deve prevalecer sobre interesses pessoais.
““Acho que não faz sentido algum dividir para fazer progredir, a única hipótese é de unir para fazer progredir. Todos os que têm cargos de destaque no futebol português devem ter como propósito desenvolver o futebol português e dar o melhor de si ao futebol português,””
afirmou Castro, sugerindo que esta união deve ser uma prioridade para os chefes da modalidade.
APELANDO À UNIÃO
Por outro lado, André Villas-Boas, atual presidente do FC Porto, também expressou o seu descontentamento, apelando à união e criticando o clima de complacência e falta de debate nos assuntos cruciais do futebol. Num artigo editorial, ele destacou que não se está a dar a devida atenção às eleições da Liga, onde deveria haver uma discussão sobre ““propostas, equipas, planeamento, estratégia, valorização e crescimento””
. Em vez disso, vive-se uma paz podre
, que, segundo Villas-Boas, beneficia apenas alguns.
““A quem interessa que continuemos a viver nesta paz podre por mais tempo? A quem interessa, como já referi publicamente, um certo desalinhamento entre os três grandes e continuarmos a adiar discussões sobre a centralização dos direitos televisivos, o VAR e outros temas que continuam em atraso?””
questionou o presidente dos azuis e brancos, alertando para os perigos de um status quo que não contribui para o progresso do futebol em Portugal.
POTENCIAL PARA O CRESCIMENTO
Tanto Villas-Boas quanto Castro concordam que o futebol português possui potencial para crescer. ““O fado do futebol português não é ser pequeno; temos de dar passos em frente. Para esse propósito maior, só para esse, contem com o FC Porto,””
concluiu o presidente do FC Porto, ecoando o desejo de efetuar mudanças significativas no panorama do futebol nacional.
A necessidade de união e avanço parece ser um clamor unânime entre estes líderes, que esperam que o futebol em Portugal aprenda a olhar para o coletivo, em vez de se fixar em interesses particulares. O que parece claro é que, para o futebol português alcançar um futuro promissor, a união entre todos os seus intervenientes é não apenas desejável, mas essencial.