Castro e Villas-Boas clamam por união no futebol português

  1. Luís Castro fala em 'dias horríveis'
  2. André Villas-Boas critica 'paz podre'
  3. Futebol português deve unir-se
  4. Importância do coletivo deve prevalecer

No atual clima de desunião que se vive no futebol português, duas figuras proeminentes levantam a voz pedindo uma reflexão urgente sobre a necessidade de união e desenvolvimento. Luís Castro, um respeitado treinador, referiu que estamos a viver dias horríveis, sublinhando a emergência de uma liderança que saiba unir o desporto. ““Acho que temos a capacidade de criar problemas de uma forma algo surpreendente para todos, é uma grande surpresa aquilo que vejo. Sou adepto e há uma coisa que está associada à liderança: acho que os grandes líderes devem preocupar-se primeiro com a capacidade de unir e um grande líder é sempre aquele que mais capacidade tem de unir,”” considerou durante a apresentação do torneio IberCup Cascais 2025. A sua mensagem é clara: a importância do futebol português deve prevalecer sobre interesses pessoais.

““Acho que não faz sentido algum dividir para fazer progredir, a única hipótese é de unir para fazer progredir. Todos os que têm cargos de destaque no futebol português devem ter como propósito desenvolver o futebol português e dar o melhor de si ao futebol português,”” afirmou Castro, sugerindo que esta união deve ser uma prioridade para os chefes da modalidade.

APELANDO À UNIÃO

Por outro lado, André Villas-Boas, atual presidente do FC Porto, também expressou o seu descontentamento, apelando à união e criticando o clima de complacência e falta de debate nos assuntos cruciais do futebol. Num artigo editorial, ele destacou que não se está a dar a devida atenção às eleições da Liga, onde deveria haver uma discussão sobre ““propostas, equipas, planeamento, estratégia, valorização e crescimento””. Em vez disso, vive-se uma paz podre, que, segundo Villas-Boas, beneficia apenas alguns.

““A quem interessa que continuemos a viver nesta paz podre por mais tempo? A quem interessa, como já referi publicamente, um certo desalinhamento entre os três grandes e continuarmos a adiar discussões sobre a centralização dos direitos televisivos, o VAR e outros temas que continuam em atraso?”” questionou o presidente dos azuis e brancos, alertando para os perigos de um status quo que não contribui para o progresso do futebol em Portugal.

POTENCIAL PARA O CRESCIMENTO

Tanto Villas-Boas quanto Castro concordam que o futebol português possui potencial para crescer. ““O fado do futebol português não é ser pequeno; temos de dar passos em frente. Para esse propósito maior, só para esse, contem com o FC Porto,”” concluiu o presidente do FC Porto, ecoando o desejo de efetuar mudanças significativas no panorama do futebol nacional.

A necessidade de união e avanço parece ser um clamor unânime entre estes líderes, que esperam que o futebol em Portugal aprenda a olhar para o coletivo, em vez de se fixar em interesses particulares. O que parece claro é que, para o futebol português alcançar um futuro promissor, a união entre todos os seus intervenientes é não apenas desejável, mas essencial.

Cathro quer mais do Estoril do que "fogo-de-artifício"

  1. Não quero viver num mundo em que quando ganhamos um jogo contra o Rio Ave e chegámos aos 34 pontos, há fogo-de-artifício.
  2. Na próxima vez que houver fogo-de-artifício é porque estamos a procurar os passaportes para poder ir fazer eliminatórias [competições europeias].
  3. Não podemos viver num mundo em que possamos ir a um jogo mais tranquilos por causa disto ou aquilo, porque não queremos isso, queremos muito mais e é preciso que toda a gente dentro do clube entenda e vá connosco.