A recente não eleição de Pedro Proença para o Comité Executivo da UEFA gerou reações variadas entre os líderes do futebol português. Este revés surge num momento crucial, com a próxima eleição da Liga agendada para 11 de abril, onde candidatos como Reinaldo Teixeira e José Gomes Mendes procuram liderar num cenário marcado pela ausência de representação na UEFA.
O contexto, como indicado por Proença, mostra um sentimento de perda generalizado: “Hoje, o futebol português saiu derrotado. Perderam os jogadores, perderam os treinadores, perderam os árbitros, perderam os dirigentes, perderam os clubes, perderam as associações distritais, perderam as associações de classe, perdeu a Liga. Hoje, perdemos todos”
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Reações à Não Eleição de Proença
Reinaldo Teixeira, líder da Associação de Futebol do Algarve, expressou: “É um dia triste para Portugal, mas penso que nos devemos focar, de facto, no futuro. O Pedro Proença chegou agora à Federação, eu estou convicto de que, no dia 11, vou chegar a presidente da Liga”
. Esta declaração revela não apenas a desilusão com o resultado, mas uma determinação em seguir em frente e buscar novas oportunidades para representar o futebol português.
Teixeira ressaltou que o futebol nacional está habituado a marcar presença em grandes fóruns e que é essencial continuar a trabalhar para voltar a essas instâncias. Ele afirmou: “Em conjunto vamos conseguir levar o futebol português ao patamar que merece. E acho que é aí que, no fundo, nos devemos centrar. Estarmos nos grandes centros de decisão, como, no fundo, temos vindo a estar nos últimos anos”
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A Visão de José Gomes Mendes
José Gomes Mendes, presidente da Mesa da Assembleia Geral da LPFP, também lamentou a não eleição, considerando-a “uma má notícia para o futebol português, mas isso não deve 'imobilizar' os seus gestores”
. A sua visão é que a credibilidade precisa ser recuperada, e ele acredita que, com o trabalho de Pedro Proença, o futebol português pode voltar a ter voz em esferas internacionais.
Mendes colocou a confiança no valor e competência
do setor, afirmando que é crucial investir na “união de todos os agentes”
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União e Ação para o Futuro
As palavras de Proença ecoam a frustração coletiva, mas também podem servir como um catalisador para um desejo renovado de participação e influência no cenário do futebol internacional. O futuro do futebol português dependerá da capacidade de seus dirigentes de unir forças e restabelecer sua posição nos grandes centros de decisão.
A união e ação conjunta entre os diferentes setores do futebol afiguram-se como chaves para o sucesso futuro, permitindo ao futebol português regressar ao patamar que merece nos grandes fóruns internacionais.