A administradora de insolvência do Boavista Futebol Clube comunicou ao Tribunal Judicial da Comarca do Porto – Juízo de Comércio de Vila Nova de Gaia a suspensão temporária das diligências para o encerramento da atividade do clube. Esta decisão foi possível após a garantia de fundos para cobrir as despesas correntes do mês de fevereiro.
A suspensão resulta de um donativo de caráter liberatório no valor de 54.180 euros, efetuado por Gérard López, empresário hispano-luxemburguês e acionista maioritário da SAD. Este montante destina-se a cobrir as despesas mensais do clube, estimadas entre 50 mil e 55 mil euros, garantindo a continuidade das atividades, incluindo as modalidades amadoras. Maria Clarisse Barros, administradora de insolvência, avaliou que a suspensão temporária não prejudica os credores e evita transtornos associados ao encerramento das modalidades desportivas. Este desenvolvimento ocorre enquanto estão a ser preparadas ações para a venda de imóveis apreendidos, uma parte crucial do processo de reestruturação. Adicionalmente, o mesmo requerimento determinou a exoneração do presidente Rui Garrido Pereira e da sua Direção. Desde 18 de fevereiro, a gestão do clube é assegurada diretamente por Maria Clarisse Barros, com o acordo da Comissão de Credores, devido ao incumprimento das condições definidas na Assembleia de Credores de 16 de dezembro de 2025.