A 23.ª jornada da I Liga de futebol trouxe um espetáculo de emoção e futebol atacante, com o Estoril Praia a superar o Gil Vicente por 3-1. A partida foi marcada por uma reviravolta emocionante, destacando a capacidade de superação da equipa da casa. O técnico Ian Cathro partilhou as suas impressões após o triunfo, enaltecendo a qualidade do jogo e a mentalidade dos seus jogadores.
Ian Cathro começou por analisar o confronto: “Concordo, não gosto de falar de justiça, até porque sei que o futebol não é justo, mas tivemos um jogo com muita qualidade, com duas boas equipas e com bons jogadores. Há um bom treinador do outro lado. Foi um bom jogo de futebol, senti-o vivo e, é muito fixe ter jogos assim neste campeonato. Senti que tivemos mais gente no estádio, fico agradecido aos adeptos por estarem lá e criarem um bom ambiente. Foi um bom jogo de futebol.” Esta declaração reflete o ambiente vibrante e a competitividade do encontro, que prendeu a atenção dos adeptos e evidenciou a qualidade do futebol praticado.
Apesar de um início desfavorável, com um penálti algo duvidoso a dar vantagem ao Gil Vicente, o Estoril soube reagir e mostrou a sua capacidade de dar a volta por cima. O empate surgiu ainda antes do intervalo, por Felix Bacher, e na segunda parte, João Carvalho assistiu Yanis Begraoui para um “bis” que selou a vitória. Cathro fez questão de elogiar o espírito da sua equipa: “Só posso dar parabéns aos jogadores pelo espírito que existe no grupo, a capacidade de dar a volta cada vez que temos uma dificuldade. Perguntam-me sobre uma má fase, não olho para as coisas assim, temos uma maneira de estar e de trabalhar. Esta equipa mostrou uma confiança muito alta e uma agressividade para a acompanhar essa confiança com bola. É possível criticar qualquer equipa de futebol, mas ninguém pode criticar a nossa mentalidade e capacidade de competir, mesmo levando aquele soco na cara no último jogo.”
O treinador realçou a importância do trabalho coletivo para o sucesso individual, nomeadamente para os golos de Begraoui: “É um jogador e uma pessoa que está numa evolução muito importante, percebe cada vez melhor o jogo e os colegas. Se a nossa equipa defender na nossa área e sairmos só em transição, não sei se vai fazer 17 golos. Os golos surgem pela forma como jogamos enquanto equipa, se ele não tiver a capacidade de pressionar alto e os colegas também não pressionarem alto, talvez não faça 17 golos. Devemos olhar para o jogador individual, mas não gosto muito de fugir ao coletivo.”
Reiterando a ideia da qualidade do confronto, mesmo a vitória podendo ter pendido para qualquer dos lados, Cathro disse: “Não alinho no discurso da justiça, porque sei que o futebol não é justo, mas concordo com o treinador do Gil Vicente quando diz que o jogo podia ter caído para qualquer um dos lados. Tivemos um jogo com muita qualidade, duas boas equipas, bons jogadores, um bom jogo de futebol. Foi um grande jogo e é muito bom para este campeonato ter jogos assim.” O técnico do Estoril reforçou também a mentalidade da equipa: “Mais uma vez, esta equipa mostrou uma confiança muito alta, e agressividade para acompanhar essa confiança. É possível criticar qualquer equipa, mas ninguém pode criticar a nossa mentalidade e capacidade de competir. Ninguém nos pode apontar o dedo em termos de atitude.”
Finalmente, numa análise mais aprofundada sobre o desempenho de Begraoui, Cathro afirmou: “O Begraoui é um jogador que está numa evolução muito importante, percebe cada vez melhor o jogo e está a trabalhar muito para a equipa. Mas estes 17 golos surgem da forma como trabalhamos como equipa, porque se batêssemos bola na frente talvez ele não tivesse esses golos. Podemos e devemos olhar para o jogador individualmente, mas não gosto de fugir do coletivo, porque é isso que está a criar este contexto.” Esta vitória permite ao Estoril subir ao sexto lugar da Liga, consolidando a sua posição na tabela classificativa.