Figo recorda momentos marcantes da carreira em entrevista a Casillas
Luís Figo, numa conversa com Iker Casillas no podcast “Bajo los Palos”, fez uma retrospetiva da sua carreira, partilhando memórias desde os seus primeiros passos até à controversa transferência para o Real Madrid. O antigo internacional português, conhecido pelas suas passagens por clubes como Sporting e Barcelona, revelou detalhes sobre as suas escolhas e as motivações por trás delas.
A entrevista, que promete aquecer os corações dos amantes do futebol, oferece uma visão íntima da jornada de um dos maiores jogadores portugueses, revelando nuances de uma carreira repleta de sucessos e desafios. Figo aborda temas como a formação, a adaptação a novos clubes e a relação com os adeptos, numa conversa franca com o antigo guarda-redes espanhol.
Os Primeiros Passos e a Formação
Figo começou por detalhar o início da sua jornada no mundo do futebol, revelando uma curiosidade sobre a sua formação: “Tinha muitos amigos que jogavam no Sporting, nas camadas jovens, e eles diziam que era mais fácil ir para o Sporting, porque o Benfica escolhia jogadores com mais envergadura, com mais corpo. E eu não era um miúdo muito forte.” Esta confissão ilustra as primeiras etapas de uma carreira que o levaria ao estrelato.
O antigo jogador destacou a importância dos seus primeiros treinadores e a influência dos amigos na sua decisão de jogar futebol, algo que moldou o caráter do jogador. A sua passagem pelas camadas jovens foi determinante para o desenvolvimento de Figo enquanto atleta.
A Adaptação ao Real Madrid e os Desafios
O antigo jogador recordou também a sua adaptação ao Real Madrid, após a saída do Barcelona. Figo explicou as dificuldades que enfrentou nos primeiros tempos na capital espanhola: “Nas primeiras semanas [no Real Madrid] apoiei-me muito nas pessoas que conhecia, como o Fernando [Hierro] e o Raúl. Cheguei numa altura de transição, a direção mudou. (…) Cheguei e nem sequer tinha quem me levasse aos treinos e lembro-me que era o Pirri que me ia buscar ao hotel onde estava [hospedado]. Não encontrei casa no início, estive três meses num hotel. Mas foquei-me no meu trabalho e, pouco a pouco, as coisas melhoraram.”
A transferência para o Real Madrid, em 2000, foi um dos momentos mais marcantes da carreira de Figo. O jogador sabia o que o esperava ao regressar a Barcelona como adversário: “Eu sabia perfeitamente como ia ser recebido no Camp Nou. É muito mais fácil quando se espera essa receção hostil do que quando se joga em casa e nos assobiam. Quando vamos para lá, sabemos que te vão matar ou chamar-te todo o tipo de nomes.”
A Relação com os Clubes e a Bola de Ouro
O internacional português explicou porque decidiu deixar o Barcelona para rumar ao Real Madrid: “Quando cheguei ao Barcelona identifiquei-me muito com o clube, com a filosofia de jogo, com as pessoas. Quando lá estive dei tudo o que tinha de mim. Sentia-me mais um. Talvez seja por isso que, quando damos o que temos e sentimos que não somos reconhecidos por isso, ficamos ainda mais zangados. Senti-me identificado com o clube ao máximo e o tempo que passei lá foram anos fantásticos, sempre o disse. Nunca vou negar o meu passado.”
Questionado sobre a Bola de Ouro, Figo abordou a polémica em torno do prémio: "Quem ganha fez por merecer. O Rodri, que ganhou o Campeonato da Europa, merece ganhar, mas o Vinicius também merecia. Ganhou a Liga dos Campeões, teve um ano impressionante. Em quem votaria? No ano passado, seria no Rodri e, este ano, talvez no Vinicius”.