Visões dos Treinadores: César Peixoto e Ian Cathro Antecipam Confronto entre Gil Vicente e Estoril

  1. César Peixoto foca-se em micro-objetivos para motivar o Gil Vicente.
  2. Gil Vicente procura a quarta vitória consecutiva.
  3. Ian Cathro do Estoril realça a confiança da equipa após derrota.
  4. Ambos os treinadores preveem um jogo intenso e equilibrado.

César Peixoto, treinador do Gil Vicente, partilhou a sua visão sobre a estratégia de motivação da equipa, destacando a procura por micro-objetivos em vez de metas pontuais. Reconhecendo o bom momento do clube, o técnico afirmou: “Não sinto a necessidade de criar uma meta pontual, vamos sim criando micro-objetivos. Neste momento, é meter a quarta vitória consecutiva, só o FC Porto e o Sporting o conseguiram esta época. Esse é o nosso objetivo interno, vamos buscando esses micro-objetivos sem ter uma posição clara à qual almejamos”. Peixoto enfatizou ainda a importância da consistência e do ADN vencedor da equipa, que classifica como “jovem, com muita fome e com um ADN que só pensa em ganhar”. O treinador também abordou a questão dos jogadores condicionados, Cáseres e Tidjany Touré, e a forma como as vitórias, especialmente contra adversários como o Sp. Braga, reforçam a confiança do grupo. “Quem aqui está sabe que eu não sou o tipo de treinador que muda quando se ganha ou quando se perde, não trabalhamos assim. Há todo um processo e claro, com vitórias importantes, mas focada no processo, no plantel e no nosso trabalho diário e coletivo”, disse Peixoto.

Relativamente ao próximo adversário, o Estoril, César Peixoto prevê um desafio significativo. “Vai ser um jogo de dificuldade muito alta, com uma equipa que é forte a jogar em casa. Temos que estar a 100 por cento, vejo uma equipa com muita qualidade. Olhamos para os jogos sempre com o foco nos três pontos, mas vejo que o Estoril joga bem e, em análise, vejo que é uma boa equipa que nos irá causar muitos problemas”, salientou. O técnico do Gil Vicente abordou também a recente derrota do Estoril frente ao AVS SAD, contrariando a ideia de que isso facilitaria a sua abordagem: “Pelo contrário, acho que vão estar muito mais espicaçados. São um bocado como nós, tenho a certeza que o Ian [Cathro] lhes diz que não são obrigados a ganhar todos os jogos, não belisca a equipa do Estoril. O treinador lutou por ganhar, é claro, mas o jogo não correu da forma que ele queria. Vão querer reagir mentalmente”. Peixoto analisou o jogo do Estoril, reconhecendo a mobilidade e as dinâmicas da equipa adversária: “É uma equipa com muita mobilidade, é verdade, e vai exigir muito de nós a nível defensivo. Temos que estar focados nos timings e modificar as abordagens. Vamos ter esse problema. Acho que, com as alterações posicionais e muitas dinâmicas, também tem jogadores bons. Tem dois avançados fortíssimos, depois tem o Holsgrove que lê muito bem o jogo e ainda o João Carvalho, que toma boas decisões. Vamos com a nossa equipa focada, somos sólidos e organizados”. Concluindo, César Peixoto manifestou o seu contentamento pelas 50 vitórias como treinador e a crescente aproximação com os adeptos: “Fico contente, quero mais, à semelhança da equipa tenho fome e quero mais. Quanto à aproximação dos adeptos, é importante para o projeto e para a cidade. Cada vez mais se percebe que o Gil Vicente tem mais dimensão do que lutar apenas pela permanência. É importante que haja estas boas relações com o Óquei de Barcelos. Estando de mãos dadas e isso ajuda. A cidade de Barcelos merece ter um Gil Vicente sempre a lutar dos 10 primeiros para cima. Os adeptos são a força motriz e dentro do campo ajudamo-nos muito por eles. Fico feliz pelo público, a forma como interage com os jogadores, vibra mais com as jogadas e com os golos, é bom sinal. Tem que crescer cada vez mais. Têm dado um bom carinho. O clube quer crescer.”

Por sua vez, Ian Cathro, treinador do Estoril, mostrou-se determinado a deixar a derrota com o AVS SAD para trás e focar na preparação para o jogo contra o Gil Vicente. “Não vai haver um momento de desconfiança. O primeiro golo que sofremos com o AVS foi um murro no estômago e sentimo-lo. Infelizmente, não fomos capazes de nos reorganizar. Mas já passamos por vários momentos em que seria normal ver uma equipa com pouca confiança, muito mais frágil e esta semana os jogadores deram uma resposta de confiança. Temos de ser homenzinhos para continuar a trabalhar”, afirmou Cathro, demonstrando confiança na capacidade de reação da sua equipa. O treinador elogiou o trabalho do Gil Vicente: “Vemos uma boa equipa. Quem olha para o trabalho deles tem de valorizar os jogadores, mas também o trabalho do clube. É muito saudável ver este bom trabalho ser feito por todas as partes. Gosto da ideia de que quem trabalha bem tem um bocadinho de sorte.” Ambos os treinadores esperam um jogo intenso e disputado, onde a consistência e a capacidade de superação serão determinantes para o desfecho da partida.

César Peixoto: o "novo Mourinho" do futebol português?

  1. César Peixoto surge como uma forte promessa no futebol português.
  2. O Gil Vicente, sob o comando de Peixoto, é o 4º classificado em 2025/2026.
  3. O Gil Vicente venceu o Braga por 2-1 em casa.
  4. Faltam 12 jornadas para o Gil Vicente igualar a melhor classificação de sempre.