Anatoliy Trubin reflete sobre golo decisivo

  1. Trubin marcou golo que salvou o Benfica
  2. Feito ocorreu na Liga dos Campeões
  3. Courtois parabenizou Trubin após o jogo
  4. A guerra na Ucrânia impacta sua vida

Reencontro e Reflexões de Anatoliy Trubin

Na véspera do reencontro entre Benfica e Real Madrid, Anatoliy Trubin revive o momento que mudou sua carreira: o golo crucial que salvou o Benfica da eliminação na Liga dos Campeões. O guarda-redes ucraniano reflete sobre essa experiência memorável numa entrevista reveladora.

“Desde que comecei a jogar, desde os meus seis anos, trabalhei duro e fiz tudo para impedir golos. Agora, por causa de um momento, muita gente me conhece por ter marcado um golo. Ainda é uma loucura para mim”, afirmou Trubin, sublinhando a estranheza que sentiu ao ver-se como o centro das atenções após um feito tão improvável.

O Surpreendente Golo

O ucraniano descreve ainda o surpreendente momento do golo: “Estávamos a ganhar [3-2], por isso não precisava de ter pressa. Não percebi por que razão os adeptos começaram a gritar ou por que os meus colegas apontavam para mim e diziam 'um, um, um'. Não entendia... Mas quando ganhámos o livre, o Mister apontou para mim e disse para subir.” Trubin decidiu arriscar e, com um impulso natural, saltou e marcou com a cabeça. “Corri e, com o movimento da minha cabeça, foi quase como se fosse um ponta de lança. Foi uma loucura!”

Após marcar, a celebração foi igualmente intensa. “Ainda tenho feridas no joelho... E depois os meus colegas saltaram todos para cima de mim. É algo... nem sei! Primeiro, comecei a correr. Normalmente não sou uma pessoa de emoções, mas naquele momento deixei todas as emoções saírem. O treinador dos guarda-redes disse-me para estar focado, porque não sabíamos se o jogo já tinha terminado.” O golo não só selou a vitória do Benfica, mas também um grande festejo que traria feridas físicas para o guarda-redes.

Respeito e Desportivismo

Ainda emocionado com a ousadia do gesto, Trubin ressalta o respeito que sente por Thibaut Courtois, o guarda-redes adversário. “Respeito imenso todos os guarda-redes, mas o Courtois, depois daquele momento, ainda tornou tudo mais especial. Mesmo depois de uma derrota difícil, veio ter comigo com um sorriso e deu-me os parabéns. Mostra-me que não é apenas um grande guarda-redes no campo, mas também fora dele.” Essa demonstração de desportivismo foi um momento marcante para Trubin.

Expectativas para o Novo Embate

À medida que o Benfica se prepara para um novo embate contra o Real Madrid, Trubin fala sobre as expectativas para o jogo: “Era o Inter ou o Real. A mim não me importa com quem jogamos, mas como é o Real será mais emocional, por causa do último jogo. Mais tenso, mais interessante para todos. Temos de acreditar em nós mesmos. Sem crença, o melhor é ficar em casa e não fazer nada.” Confiando na sua equipa, ele aspira ao sucesso.

Reflexões Pessoais

Num tom mais pessoal, Trubin compartilha a sua admiração por José Mourinho: “Quando olhas para ele, está sempre assim... É a sua posição natural. Nada mudou com a idade. Ele apenas ficou mais experiente. É único trabalhar com um treinador tão fantástico.” Com a sua experiência na baliza e a liderança de Mourinho, o Benfica terá uma nova oportunidade de se destacar no cenário europeu.

O impacto do golo de Trubin também é sentido em sua vida, que é marcada pela guerra na Ucrânia. “Espero que durante a minha vida, na minha carreira de futebolista, possa jogar, ou talvez assistir a um jogo em Donetsk.” O desejo de jogar na sua terra natal permanece, mesmo num contexto difícil. A sua luta é implicada não apenas pelo futebol, mas também pela ausência da sua família devido ao conflito.

Por fim, Trubin conclui remarkando sua responsabilidade como jogador ucraniano, dizendo: “Compreendo que as pessoas não possam falar o tempo todo sobre a Ucrânia. Têm os seus próprios problemas. Mas, claro, como ucraniano, tenho de lembrar ao mundo que a guerra não acabou.” Com olhos no Mundial, ele vê no futuro um momento de esperança para o seu povo e para sua nação.

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