Apesar da derrota na final da Taça de Portugal Feminina, o FC Porto mostrou ambição inabalável e a promessa de um futuro promissor, conforme expresso por Maria Negrão e Daniel Chaves. A jogadora Maria Negrão refletiu sobre a partida, admitindo que a entrada em falso foi influenciada por fatores externos ao jogo. “Foi uma questão de pormenores, duas bolas paradas... temos de trabalhar mais isso. Em jogo jogado, fizemos o que o mister nos disse. Sabíamos das valências do adversário, mas também sabíamos do nosso valor”
, afirmou Negrão, destacando a necessidade de aperfeiçoar as bolas paradas. Além disso, a jogadora apontou para o nervosismo inicial de ambas as equipas. “Acho que houve ali um nervosismo inicial que ambas as equipas sentiram, apesar de o adversário o ter conseguido disfarçar melhor porque não se conheciam, foi o primeiro clássico. É normal, é uma final, mas temos de estar mais preparadas para isto”
.
A diferença de ritmo com um adversário do escalão principal foi um ponto crucial. Maria Negrão realçou a necessidade de adaptação, visto que o FC Porto vem da segunda divisão. “Nós temos o ritmo da segunda divisão e temos de estar habituadas a isto. Para o ano vamos preparar-nos melhor para competir com este ritmo na Liga BPI”
, prometeu, com um olhar otimista para o futuro. A atleta sublinhou o potencial de crescimento do projeto: “Este é só o início. O FC Porto tem de estar nestes patamares e vamos tentar dar melhores respostas já na próxima época. Saímos com orgulho no trajeto, mas queríamos muito este troféu”
. Por fim, Maria Negrão elogiou a atitude da equipa: “a audácia e a coragem”
em não desistir, garantindo um FC Porto “mais forte e mais habituado”
a decisões já na próxima temporada.
Daniel Chaves, o treinador da equipa feminina do FC Porto, expressou a sua desilusão com o resultado, mas apresentou uma análise pragmática da final. Ele reconheceu a maior experiência competitiva
das jogadoras do Benfica, habituadas a contextos de alta pressão, como a Liga dos Campeões, que contrastou com uma entrada difícil
das portistas. Chaves elogiou a qualidade individual e coletiva do Benfica e a capacidade da guarda-redes adversária em desbloquear
a pressão portista. Contudo, o técnico fez questão de enaltecer a “entrega, audácia e coragem”
das suas atletas e o trajeto bonito
até à final. No encerramento, Daniel Chaves felicitou o adversário, afirmando que o Benfica foi superior
no balanço final do confronto.