César Peixoto e Hugo Oliveira analisam a época do Gil Vicente

  1. Gil Vicente perdeu frente ao Sporting
  2. César Peixoto satisfeito com a evolução
  3. Gil Vicente valoriza atletas no campeonato
  4. Hugo Oliveira orgulhoso pela consistência

César Peixoto, técnico do Gil Vicente, mostrou-se satisfeito com a prestação da sua equipa, apesar da derrota frente ao Sporting, destacando a evolução do conjunto ao longo da temporada. Em Alvalade, a equipa de Barcelos teve uma primeira parte aquém do esperado, com o Sporting a dominar e a construir uma vantagem de dois golos. No entanto, a reação na segunda parte foi notável, espelhando a identidade que Peixoto tem procurado incutir. “A primeira parte foi perfeitamente do Sporting, a nossa equipa muito receosa, intranquila, pouco agressiva nos duelos, a fazer poucas faltas, a saltar pouco na pressão, sempre muito a tentar só, na dúvida, atacar espaços, mas nunca muito agressiva e o Sporting, confortável no jogo, empurrou-nos para trás e chegaram ao intervalo a ganhar por 2-0 e merecidamente”, analisou Peixoto. O treinador fez questão de enaltecer o percurso da equipa, lembrando as dificuldades do passado recente. “As pessoas não se podem esquecer que no ano passado estávamos a lutar para não descer de divisão, este ano andámos sempre do sexto lugar para cima. Acho que é um campeonato fantástico, mas é natural, em termos de rendimento da equipa, nos momentos de maior pressão, se calhar aqui ou ali, mais ansiosa, receosa, que foi o que aconteceu na primeira parte. O que lhes disse foi que no jogo não temos nada a perder, temos que jogar da nossa maneira e, depois, na segunda parte, vimos a equipa completamente diferente”.

Questionado sobre as bases para um projeto vencedor, César Peixoto foi assertivo, sublinhando o impacto do Gil Vicente no campeonato e a valorização de ativos. “Sim, tem todas as capacidades para as criar. Acho que fomos uma equipa que dignificou o campeonato português, que valoriza o campeonato português, que os jogadores, olhos nos olhos, seja contra quem for, que fomos uma equipa que valorizámos e vendemos ativos para o clube. Não temos obrigação de ganhar todos, mas temos de lutar para ganhar todos os jogos. Criámos essa mentalidade e acho que lançámos essa base. Acho que isto foi um ADN que fomos criando e fomos jogo após jogo conseguindo. É importante os jogadores habituarem-se a estar nesse nível e acho que nos faltou esse clic. Estivemos sempre nos primeiros seis lugares e não é qualquer equipa que o consegue. Batemos imensos recordes, ou seja, acho que é uma época fantástica. O que nós queríamos, depois do momento que nós tivemos, é estar na metade do sexto lugar para cima, praticamente o campeonato todo, quando nós assumimos que queríamos lutar pela Europa, que queríamos lutar porque sentíamos que podíamos e conseguimos lutar até ao final pelo quinto lugar com essa possibilidade”. Sobre o futuro e o mercado de verão, o treinador mostrou-se consciente da realidade, mas esperançoso. “Saíram 16 jogadores no início da época e mais dois em janeiro. Foi uma equipa nova. Não podemos vender tudo, mas vender jogadores faz parte do projeto e tem de sair alguém, faz parte do que é renovar energias, do que é renovar a fome de vencer, a fome em trajeto com o fome de vencer, porque há aqui jogadores que fizeram uma época fantástica, que se valorizaram, e que as expectativas deles, naturalmente, são em outro patamar. Se os grandes clubes vendem os melhores jogadores, com naturalidade, o Gil Vicente também vai ter de o fazer. E nós, enquanto projeto, temos que assumir isso, e saber que temos que renovar o plantel, mas não podemos vender tudo outra vez. Foi um ano zero e estão todos de parabéns pela época que fizeram.”

Hugo Oliveira, por outro lado, expressou o seu orgulho pela consistência da equipa do Gil Vicente ao longo da época, realçando a inteligência coletiva do grupo e a capacidade de resposta nos momentos mais adversos. “Mais do que o momento de hoje, é a nossa consistência ao longo da época. Sou um treinador orgulhoso por representar um clube com muita ambição e com gente trabalhadora. É uma época especial e a cereja no topo do bolo foi acabar com uma vitória. É um grupo com uma inteligência coletiva acima da média e nos momentos maus demos uma excelente resposta. Quero dar os parabéns ao Gil Vicente pela época, que valorizou a nossa classificação.” O técnico também abordou a final da Taça de Portugal e a possibilidade de apuramento europeu. “Temos de estar tranquilos porque não podemos fazer nada. Vão estar duas equipas muito boas na final da Taça, respeito pelos dois clubes. Tenho um apreço grande pelo treinador do Torreense, a quem desejo muita sorte, mas não vou ser desonesto e dizer que não quero que o Sporting ganhe. Se acontecer o apuramento para a Europa, o clube tem de estar preparado e é um grande desafio se acontecer porque não é fácil para os clubes portugueses. Se não acontecer, não apaga nada do que foi feito. Há 12 jogos que não perdemos e esta cidade e este clube precisavam disto. Mais do que a Europa, o que pedia era um estádio novo.”

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