Benfica: Despedidas de Pizzi e Incerteza de Mourinho Marcam o Final da Época

  1. Pizzi encerrou a carreira aos 36 anos
  2. Rafa Silva marcou o golo 100 pelo Benfica
  3. Richard Ríos marcou aos 7 minutos
  4. Peixinho, de 21 anos, marcou pelo Estoril

A temporada do Benfica encerrou com emoções contrastantes, onde a despedida de um ídolo se misturou com a indefinição de um futuro que ainda paira no ar de forma pesada. Pizzi, figura incontornável e um dos melhores jogadores portugueses da década passada, pendurou as chuteiras após 723 jogos, 150 golos e 69 assistências. O internacional português encerrou a carreira aos 36 anos diante dos adeptos que mais o acarinharam, ao longo de sete épocas e meia. Foi titular, mostrou conservar alguns pormenores técnicos de qualidade e acabou por sair rodeado de uma guarda de honra das duas equipas. O amigo Rafa Silva saudou-o efusivamente.

Mais do que títulos e galardões, o melhor jogador da Liga em 2016/17 vai ficar na memória dos adeptos benfiquistas pela técnica refinada, versatilidade, liderança, capacidade de golo e, claro está, a ‘continência’ na celebração. Uma das figuras da história recente do clube terminou a carreira com o carinho dos adeptos encarnados, o que não deixa de ser poético. Ao minuto 21 foi ovacionado; aos 58m, teve uma guarda de honra formada pelas duas equipas. Talvez de forma surpreendente, o agora jogador do Estoril iniciou a partida como titular, envergando a braçadeira de capitão. Um momento bonito para um dos melhores portugueses na década de 2010 e uma despedida aplaudida por todo o público presente. Também Lacximicant e Gonçalo Costa, obreiros do 1-1 em Alverca, foram lançados para o onze encarnado.

No meio de tais despedidas e emoções, a incerteza sobre o futuro de José Mourinho no comando técnico ainda ressoa. “Sendo hoje o último treino da época, será até com alguma emoção que, depois, me despeço deles e até breve”, proferido por José Mourinho na véspera do último jogo do campeonato, ainda ressoará na cabeça de muitos benfiquistas. Um “até breve” compreende em si mesmo uma indefinição que talvez um “até julho” ou “até à próxima época” resolvesse. Numa altura em que tanto em Espanha, como em Portugal, garantem que Mourinho será o próximo treinador do Real Madrid, mesmo que este garanta que não recebeu nenhuma abordagem/proposta e só definirá o seu futuro no domingo, uma vitória tranquila – talvez a mais tranquila da época – sobre o Estoril não bastou para que o Benfica ouça o hino da Champions na próxima época. Já Mourinho, não sabemos. O que se sabe é que o Benfica versão 2025/26 igualou, em termos de pontos, as duas épocas anteriores, com os 80 pontos a chegarem apenas para o terceiro lugar, falhando a Liga dos Campeões e os milhões da competição.

Em paralelo, o jogo contra o Estoril trouxe pontos de destaque individuais. Atuando como médio-ofensivo/segundo avançado, Rafa Silva conseguiu receber à entrada da área do Estoril e ser perigoso em algumas ocasiões. Numa delas, chegou ao golo, antecedido por um belo trabalho de pés. Finalizou de pé esquerdo o golo 100 de águia ao peito. Já Richard Ríos, assertivo e inconformado, o colombiano teve uma boa dinâmica com Prestianni. Por vezes, trocava com o extremo direito, atacando o espaço nas costas da defesa daquele lado. Foi a partir dessa sagacidade a atacar o espaço que marcou o primeiro golo do jogo, logo aos 7 minutos, na boca da baliza. Ainda criou para si próprio uma grande chance aos 85m, roubando a bola e picando por cima do guarda-redes. Boma não esteve para brincadeiras e limpou. Do lado do Estoril, o jovem Peixinho, de 21 anos, entrou na reta final do jogo e teve três chances para marcar. À terceira foi de vez, talvez naquela que parecia a ocasião de golo menos clara. Foi um grande remate de pé esquerdo, que significou a sua estreia a marcar pelo Estoril.

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