Rodrigo Mora, jovem médio do FC Porto, partilha a sua experiência no futebol e os sonhos que nutre para o futuro. “Nunca mais me vou esquecer. Foi um golo com alguma sorte à mistura, mas também é preciso às vezes. Foi um dia muito bom, ganhámos por 5-0 e isso é o mais importante, mas foi um dia que ficou marcado na minha vida,”
recorda ele sobre o seu primeiro golo na equipa principal.
O jovem craque também fala sobre a sua estreia no Estádio do Dragão: “Foi um sonho, porque marcar no Dragão já é uma loucura, mas marcar daquela maneira é ainda melhor. Ouvir o estádio todo a gritar o teu nome era algo que só via na televisão, fiquei mesmo muito contente e grato por aquele momento.”
A Ascensão no Clube
A sua ascensão no clube tem sido rápida. “Sinceramente, não estava à espera de me estrear tão cedo, mas o mister António Folha acreditou em mim e, a partir daí, comecei a trabalhar ainda mais. No ano seguinte consegui fazer jogos a titular e estar a um bom nível na II Liga,”
explica Mora sobre a sua evolução na formação, desmistificando a pressão que vem com a fama.
Sobre os recordes, Mora afirma: “É sempre bom ter recordes, mas não me dá pressão. Gosto desses recordes, mas sinceramente são coisas a que não ligo muito. São coisas que, se acontecerem, acontecem, se não acontecerem, está tudo bem.”
Relação com o Treinador
O jovem talento revela também a sua relação com o treinador Martín Anselmi, elogiando a sua abordagem: “Tem sido muito bom. É um mister muito novo, mas já sabe muito de futebol. Estamos a gostar muito de trabalhar com ele. Tenta falar com todos, não só a nível individual, mas também sobre as famílias. Ele procura o bem-estar de cada jogador,”
diz. Esta conexão tem contribuído para o seu crescimento.
Mora acrescenta que “acho que melhorei a nível de posicionamento, que foi o que ele mais me deu na cabeça, sobretudo o meu posicionamento quando temos a bola. Por vezes quero mexer-me muito e o melhor é ficar parado. O posicionamento foi o aspeto em que cresci mais.”
A Amizade com Samu
Entre os seus colegas, Mora forma uma amizade especial com Samu. “Acho que foi muito por sermos ambos ainda novos e também pelas nossas posições em campo, pois eu jogo a 10 e ele a ponta de lança. Quando tivemos a oportunidade de jogar juntos a titulares isso fluiu.”
Esta camaradagem é fundamental para a dinâmica da equipa, à medida que ambos trabalham para se tornarem peças-chave na formação do FC Porto.
Sonhos e Aspirações
Mora não esconde a sua paixão pelo clube, manifestando os seus desejos: “Gostava de ser campeão nacional, ir aos Aliados é uma coisa especial e é o meu sonho. Por enquanto, esse é o meu sonho. Acreditem em nós, acreditem nesta equipa e no nosso processo. Somos ainda uma equipa jovem, com um treinador jovem, temos uma longa caminhada pela frente, por isso acreditem em nós e nunca deixem de acreditar.”
Com tanto à sua frente, Rodrigo Mora continua a trabalhar arduamente, mantendo a humildade que o caracteriza, sempre grato pelo apoio da sua família. “Tudo é graças à minha família. São eles que me têm ajudado em tudo, são eles que têm escolhido o caminho certo para mim. Como ainda não tenho carro, são eles que me levam aos treinos, por exemplo. Eles são tudo o que preciso para ter uma grande carreira e estou-lhes muito grato por isso.”