Após o último jogo da temporada, João Carvalho fez uma análise detalhada da prestação da equipa e abordou o futuro de figuras importantes do clube. A sua perspetiva oferece um olhar sobre os desafios enfrentados e as ambições para a próxima época.
Carvalho não escondeu a insatisfação com o início da partida. “Entrámos mal. Não há muito a dizer. Saía tudo mal a nós e tudo bem a eles. Na segunda parte, falámos. Tínhamos de deixar uma imagem diferente. Podíamos ter feito mais do que um golo. Acabámos bem, mas temos de salientar o resto do campeonato.”
Esta autocrítica sublinha a consciência da equipa em relação à necessidade de uma melhoria consistente.
Um dos momentos mais emotivos da sua intervenção foi a referência a Pizzi. “O futebol fica para segundo plano quando pessoas como Pizzi acabam a carreira desta forma. Foi um prazer para o clube e plantel partilhar o dia-a-dia com ele. Obrigado por tudo. Vamos estar aqui para o ano com ambições maiores. É esse o próximo passo.”
A saída de Pizzi, que pode ter feito o seu último jogo pelo Benfica, coincidiu com a vitória do Benfica contra o Estoril e a vitória do Sporting sobre o Gil Vicente, o que impediu a Liga dos Campeões para o Benfica.
Em relação à participação europeia, Carvalho salientou que “A última imagem é que fica e esta última imagem não foi a melhor. Ficámos nos 10 primeiros duas vezes seguidas, o que não acontecia há muito tempo. Há muito trabalho deste plantel. É difícil estar bem o ano todo. O nosso baixo é no final, não é bom para ninguém, mas saliento o top 10.”
A regularidade no top 10, mesmo com um final de época menos conseguido, é vista como um sinal de progresso. Quanto à continuidade do treinador Ian Cathro, referiu: “Por mim, assinava com toda a gente, até com o Pizzi. Se for para um sítio melhor, é como os jogadores que estão aqui e acabam contrato.”