Farioli e a Conquista do Título: Celebração no Dragão e Olhar no Futuro

  1. Farioli foca no futuro após festa
  2. União e espírito foram pilares
  3. 88 pontos é 2º melhor registo
  4. João Pinto “bicada” a Varandas

A festa no Estádio do Dragão, após a conquista do título da Primeira Liga, foi efusiva e deixou marcas claras de um alívio e alegria gigantescos entre os adeptos e a equipa técnica. No entanto, para Francesco Farioli, a mente já está no futuro, preparando o terreno para os próximos desafios. Em declarações à SportTV, o treinador italiano deixou bem claro que a celebração tem o seu tempo, mas o trabalho continua: “Temos de começar onde acabámos, mas sem esquecer onde começámos. Vamos ter a mesma ambição. O título e a festa duram até amanhã. Depois, o que está feito está feito. Depois há outros objetivos e obstáculos para superar. Temos de estar prontos. As memórias ficarão connosco durante muito tempo, mas é memória e temos de nos focar no que virá a seguir.”

A união e o espírito da equipa foram, segundo Farioli, os pilares desta conquista. Apesar dos obstáculos enfrentados dentro e fora de campo, a resiliência foi a chave para o sucesso. O técnico fez questão de sublinhar a importância dessa postura para o que está por vir: “A união e o espírito que temos cá desde o dia 1 foi a nossa força. Esta época trouxe-nos muitos desafios, mas tivemos alguns obstáculos extra para ultrapassar. Dentro de campo e fora, a equipa sempre encontrou forma de dobrar o esforço. Este é o espírito que queremos para a próxima época porque vai haver novas batalhas no nosso caminho.” O jogo contra o Braga, em particular, onde a equipa conseguiu dar a volta ao resultado, foi um exemplo paradigmático dessa garra, com Farioli a descrevê-lo como uma “condensação de todas as situações”, e que demonstrou a “reação da equipa fantástica”.

Farioli também dedicou um momento para agradecer a todos os que o acompanharam nesta jornada, desde a sua chegada ao Porto. A colaboração e o ambiente de trabalho dentro do clube foram cruciais para a obtenção do título. “Foi o primeiro passo no Porto, juntos. Estiveram comigo em todos os momentos desta época e nos anos anteriores. Foi uma jornada. Dei-lhes a medalha porque eles merecem”, afirmou, referindo-se à sua equipa. O treinador destacou ainda o apoio da direção e de todos os colaboradores: “Aprender sempre. Há sempre oportunidades para aprender e melhorar. Os desafios são novos, diferentes. Não sei quanto mudou, mas a grande diferença foi ter encontrado um clube feito por pessoas que me ajudaram muito para fazer o meu trabalho com as melhores condições, pessoas próximas, a puxar para o mesmo lado. O presidente, o Tiago, o Henrique estiveram comigo todos os dias no Olival. A equipa técnica também é extraordinária. Este título é um título de toda a gente. Muito feliz por ter contribuído um bocadinho para fazer as coisas da melhor forma e trazer este troféu para o Dragão.” Apesar da conquista, Farioli mantém a visão crítica: “Somos muito exigentes connosco e olhamos para o que podíamos ter feito mais. Temos o feeling que podíamos ter dado outro passo nas duas taças, mas aquilo que passámos desde o início da época. Se formos racionais, fizemos algo incrível. Acabar com 6 pontos é algo que diz muito. 88 pontos é o segundo melhor registo. Diz muito. Agora é parte da história e o que importa é o passo que se segue.” Ele também abordou a questão do mercado de transferências. “Quando começarmos em julho já não estaremos todos juntos, o mercado vai levar alguns jogadores, outros chegarão, mas teremos tempo. Temos um alinhamento total do que fazer. Vou de férias com boas sensações porque no verão e em janeiro operámos muito bem no mercado. Vamos abordar o mercado da melhor forma possível.”

A festa no Dragão, que durou pela madrugada, culminou com a celebração do 31.º troféu de campeão nacional. A “bicada” de João Pinto ao presidente do Sporting, Frederico Varandas, evidenciou a rivalidade do momento: “Só tenho de agradecer a este clube por esta alegria que me deu. Isto é o que nos dá sentido de viver. Contra Varandas, contra prédios, seja o que for”, afirmou o “eterno capitão”.

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