Na sequência do triunfo do Benfica sobre o AVS por 3-0, José Mourinho, treinador dos encarnados, partilhou as suas reflexões sobre a partida, enfatizando a gestão da equipa e a integração de jovens jogadores.
Sobre a gestão de jogadores experientes e a aposta em talentos emergentes, Mourinho explicou: “A partir do momento em que ganhamos o jogo, era mais gerir o que podíamos e dar minutos a quem merece. Mais do que pensar no desenvolvimento do Anísio ou do Ivanovic. O que queria era dar repouso aos jogadores que saíram e manter a equipa equilibrada. Queria tirar o Pavlidis e o Schjelderup, queria dar minutos ao Anísio e ao Ivanovic. Foi mais completar o puzzle e deixar a coisa equilibrada. É óbvio, o Anísio é mais referência. Joga de costas para o defesa. Utiliza a sua técnica em espaços curtos. O Ivanovic é de profundidade, transições, nós jogamos contra equipas que jogam em blocos baixos. O Pavlidis é primeira opção, o Anísio entra nos momentos de dificuldade e é mais referência. Gostamos da pessoa que ele é e queremos ajudá-lo ao máximo.” O treinador também abordou a presença simbólica de Otamendi no onze inicial: “Apesar de ser o mais velho, achei importante a presença dele. Para não passar uma mensagem errada ao grupo. A coisa de jogar o Otamendi era mais simbólica. Para os jogadores perceberem que o jogo era importante. É nos centrais onde posso estar mais tranquilo.”
Mourinho também comentou o desempenho do adversário e a continuidade do trabalho da sua equipa: “O AVS está melhor. Organização, defensivamente muito compactos, resilientes. Não é fácil estar na situação deles e perder 3-0. Sem esperança de virar o resultado, mas com a dignidade de jogar até ao fim. Vão lutar por vitórias e pontos. Somos mais equipa hoje do que no primeiro jogo nas Aves. Somos mais equipa. Com princípios de jogo definidos. Todos os jogadores e não só dez os sabem interpretar. Continuamos na caça ao ponto e a fazer a nossa obrigação. A primeira parte acaba com o jogo e a segunda foi melhor do AVS. Mais tranquila da nossa parte, baixando ritmos. Três pontos importantes e obrigatórios.” Além disso, expressou a sua satisfação com o regresso de Alexander Bah e fez um apelo ao reconhecimento da aposta nos jovens: “Bah mais do que satisfeito. Tive dúvidas entre ele jogar de início ou não. Ele assumiu a responsabilidade comigo de que 90 minutos era demais. Decidimos que ele ia jogar de início. Se o jogo não estivesse controlado punhamos o Dedic. Com o jogo controlado podíamos baixar o Sidny. Voltamos a ter Bah e Dedic com o Banjaqui. Muito contente.” Concluindo, o técnico realçou: “Menos mal que é o Benfica porque se fosse outro clube a meter jogadores de 17 anos de início, como fazemos bastantes vezes, seria primeira página, seria abertura de muitos programas. Como é o Benfica, passa ao lado. Não deixo de passar ao lado, não só o nosso trabalho como de todas as mãos dos treinadores por onde eles passaram, inclusive na FPF. Não consigo deixar passar em branco. Se eu estivesse na bancada e não conhecesse os jogadores, não acreditaria que o nosso lateral-esquerdo [José Neto] tem 17 anos.”