Polémica de racismo ensombra vitória do Real Madrid sobre o Benfica

  1. Vinícius Júnior acusa Gianluca Prestianni de racismo.
  2. Prestianni nega as acusações e lamenta ameaças.
  3. Mbappé afirma ter ouvido Prestianni proferir insultos racistas.
  4. Real Madrid venceu o Benfica por 1-0.

O ambiente pós-jogo entre Benfica e Real Madrid, que terminou com a vitória merengue por 1-0, foi ofuscado por uma polémica envolvendo acusações de insultos racistas. Vinícius Júnior utilizou as redes sociais para acusar Gianluca Prestianni de o ter insultado, enquanto o jogador do Benfica negou veementemente as alegações. O incidente provocou reações diversas e coloca em destaque a questão do racismo no futebol.

Vinícius Jr. não hesitou em expressar a sua indignação nas redes sociais. “Racistas são, acima de tudo, cobardes. Precisam de colocar a camisola na boca para demonstrar como são fracos. Mas eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm obrigação de punir”, escreveu o jogador. “Nada do que aconteceu” no Estádio da Luz é uma novidade para si e para a sua família, revelou ainda Vinícius. O avançado brasileiro também criticou o protocolo da UEFA, afirmando: “Recebi um cartão amarelo por comemorar um golo. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado de que de nada serviu. Não gosto de aparecer em situações como esta, mais ainda depois de uma grande vitória, mas é necessário”.

Kylian Mbappé, colega de equipa de Vinícius, corroborou a versão do brasileiro, garantindo aos jornalistas espanhóis que ouviu o argentino chamar “macaco” cinco vezes ao colega de equipa. “O número 25 do Benfica, não quero dizer o seu nome, porque não merece, começou a falar mal. Não é aceitável, mas já se passou muitas vezes no futebol e vai continuar a acontecer. Mas depois meteu a camisola à frente da boca e chamou 'macaco' cinco vezes ao Vini, eu ouvi. Há jogadores do Benfica que ouviram também”, revelou o gaulês. Mbappé fez questão de sublinhar que “não quero generalizar e que sempre foi bem tratado em Portugal e pelos portugueses: Já joguei muitas vezes em Portugal, tive a sorte de ter muitos colegas e muitos amigos de Portugal e nunca me aconteceu nada e neste tipo de coisas é importante falar de forma clara e não generalizar. Porque há muita gente que não fez nada e há 70 mil pessoas no estádio que não fizeram nada, só vieram apoiar a sua equipa. Eu tenho máximo respeito pelo Benfica, pelo seu treinador, que é um dos melhores da história e que está na história do Real Madrid, mas este jogador, para mim, não merece jogar mais na Liga dos Campeões”, concluiu.

Álvaro Arbeloa, treinador do Real Madrid, expressou total apoio a Vinícius. “Perguntei ao Vini se queria continuar. Estamos sempre ao seu lado. Não se pode tolerar. Teríamos feito o que o Vini dissesse”, garantiu Arbeloa, sublinhando a necessidade de “tolerância zero com o racismo”. O técnico espanhol afirmou acreditar na versão do seu jogador. “Têm de perguntar ao jogador do Benfica. Acredito no que o Vini me disse que ele lhe chamou. Jamais duvidarei do Vini”, acrescentando que o árbitro não ouviu nada. Arbeloa acredita que “De certeza que, quando souber o que o seu jogador disse, não estará de acordo. Estas coisas não se podem permitir”, referindo-se a José Mourinho. No que toca à análise do jogo, Arbeloa mostrou-se satisfeito com a exibição da sua equipa. “O que quero da minha equipa é que seja sólida e séria. Tivemos essa constância, dominámos e merecíamos mais golos do que aqueles que levamos para casa”.

Do lado do Benfica, Gianluca Prestianni defendeu-se das acusações. Numa 'storie' no Instagram, o médio encarnado negou ter proferido insultos racistas. “Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas a Vinícius Júnior que, lamentavelmente, interpretou mal o que pensa ter escutado. Nunca fui racista seja com quem for e lamento as ameaças que recebi de jogadores do Real Madrid”, afirmou Prestianni. Achraf Tchouaméni, colega de equipa de Vinícius, apresentou uma versão que pode dar uma nova perspetiva ao caso. “Isto não pode acontecer. O Vinícius disse-nos que o rapaz [Prestianni] lhe chamou de macaco, com a camisola por cima da boca. Depois, o rapaz garantiu que não disse nada disso, que o chamou de 'maricas'. No fim, falámos em equipa, e o Vinícius disse-nos para continuarmos a jogar. Não sei o que dizer, mas vamos falar disto, porque estas coisas não podem acontecer”, detalhou o médio francês. Lukebakio, jogador do Benfica, afirmou não ter conhecimento do incidente. “Não posso dizer nada porque não sei o que se passou. Estava no banco, como podia saber? Prestianni não nos disse nada sobre o tema, também”, reiterou. O jogador belga reforçou que “Não posso dizer nada. Claro que racismo não é bom, mas para mim o importante é falar sobre o jogo e não sobre o que se passou, porque não sei mesmo o que se passou.”

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