Tondela e Gil Vicente empatam a dois golos na 29.ª jornada da I Liga

  1. Empate a dois golos entre Tondela e Gil Vicente
  2. Gonçalo Feio analisou o desempenho do Tondela
  3. César Peixoto lamentou o empate nos últimos instantes
  4. O empate impediu o Gil Vicente de retomar o quinto lugar

A 29.ª jornada da I Liga encerrou com um emocionante empate a dois golos entre Tondela e Gil Vicente, no Estádio João Cardoso. O resultado deixou um sabor agridoce para ambas as equipas, cada uma com os seus próprios objetivos e desafios. Gonçalo Feio, treinador do Tondela, fez a sua análise após a partida, destacando a competência da sua equipa e o ponto conquistado. “Jogámos contra uma grande equipa, muito bem oleada que não é por acaso que está a lutar por lugares europeus”, afirmou Feio, reconhecendo a valia do adversário. O técnico beirão considerou que “na primeira parte, encaixámos bem a pressão, talvez não tivessem à espera disso, e isso permitiu levar o peso do jogo para o campo contrário. Com bola, tivemos capacidade de, através de superioridade, ter longos períodos de bola em campo contrário. O próximo passo é criar mais oportunidades. Fomos competentes, sofremos o golo numa bola parada para a qual estávamos preparados. Podíamos ter protegido melhor a entrada da área.”

Apesar do empate, Feio encarou o resultado como um passo importante para o Tondela na luta pela manutenção. “Sabíamos que eles iriam assustar, na segunda parte. Os nossos timings de pressão não foram tão bons e, também, o peso do jogo veio para o nosso campo. Acho que faz parte do crescimento e do ganhar confiança de que precisamos. Acredito nestes jogadores. Temos coisas a trabalhar no bloco baixo, acho que jogámos com uma equipa forte nas bolas paradas. Quero sublinhar, num cenário complicado, o acreditar da equipa. Não festejando no balneário, acho que, nesta missão que temos, foi um ponto importante”, frisou Feio, acrescentando que “as pessoas de Tondela não saem daqui felizes, mas orgulhosas do que a equipa apresentou”. Questionado sobre as substituições, o técnico admitiu a dificuldade do momento, mas viu evolução: “Entendo que, neste momento da época, cada passe, cada bola, tem tanto peso... Nesta altura de crescimento, com 11 treinos, acredito que seja ainda difícil ligar por dentro em campo próprio. É algo que podíamos ter feito com a superioridade do falso 9 por dentro. Depois, a substituição do Yaya pelo Hugo dá-nos características diferentes; acho que o Gil foi muito competente também nas segundas bolas. Houve uma evolução face ao último jogo, mas temos de ter maior capacidade de entrar na área contrária.”

Do lado do Gil Vicente, a frustração era evidente, especialmente pela forma como o empate surgiu nos últimos instantes da partida. César Peixoto, o treinador dos gilistas, não escondeu o seu desapontamento. “Acho que fizemos, principalmente na segunda parte, um jogo fantástico em que apertámos, apertámos, apertámos… Criámos muitas ocasiões, fizemos o golo e, pela terceira vez este ano, aconteceu-nos sofrer. Disse aos meus jogadores que hoje a vitória seria justíssima para nós”, realçou Peixoto. O técnico analisou ainda o desempenho da sua equipa: “A primeira parte foi mais dividida, mas fomos melhores um pouco. A segunda foi totalmente nossa. A equipa é jovem, mas podíamos ter matado ali na zona lateral e acabava o jogo. Faz parte do crescimento desta equipa e estamos a fazer uma temporada fantástica. Já batemos muitos recordes e seguimos. Frustrados, tristes, mas é o que é: é o futebol.” O empate impediu o Gil Vicente de retomar o quinto lugar na tabela, enquanto o Tondela conseguiu um ponto que pode ser crucial na sua luta pela permanência na I Liga.

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