Aprovação do Modelo de Comercialização
O modelo proposto para a comercialização dos direitos audiovisuais, no âmbito da centralização, foi aprovado na Assembleia Geral da Liga Portugal. O documento recebeu mais de 90% dos votos favoráveis das sociedades desportivas dos campeonatos profissionais. O Benfica foi o único emblema a votar contra, enquanto o Nacional se absteve na votação. Os emblemas da Primeira Liga tinham direito a dois votos, enquanto os da Segunda Liga tinham um.
André Mosqueira do Amaral, diretor executivo da LPFP e responsável da Liga Centralização, explicou que a discussão se focou na forma como os direitos audiovisuais serão comercializados nos mercados. Foram definidas as “limitações e regras de participação no leilão e as linhas vermelhas que não poderão ser ultrapassadas em nenhuma instância durante a venda e a exploração destes direitos”.
Próximos Passos e Reações dos Clubes
Apesar da aprovação do modelo, a chave de distribuição das receitas ainda não foi discutida, sendo este um tema que tem gerado divisões entre os clubes. A proposta do Nacional para que 50% do bolo total de dinheiro fosse distribuído de forma igualitária, ao invés dos 32,5% propostos pela Liga, foi adiada. O modelo aprovado será agora apresentado ao Governo pela Liga e pela FPF para validação. Não houve unanimidade na escolha do modelo de comercialização, com 92% dos votos a seguir na mesma direção, mas o Benfica votou contra, em contraste com a posição de Sporting e FC Porto que se mostraram em consonância com o modelo aprovado.
Os presidentes dos principais clubes não estiveram presentes na Assembleia Geral, enviando representantes. O FC Porto foi representado por Nuno Santos Rocha, diretor jurídico, e o Sporting por André Bernardo, Patrícia Lopes e Amândio Novais. O Benfica enviou Nuno Catarino, responsável financeiro. Por outro lado, estiveram presentes Miguel Ribeiro, presidente da SAD do Famalicão, Alexandrina Cruz, presidente da SAD do Rio Ave, José Miguel Albuquerque, presidente da SAD do Alverca, e Rui Alves, presidente do Nacional. A posição isolada do Benfica, que pedia um adiamento do Decreto-Lei por dois anos, levanta questões sobre o futuro da centralização e o seu impacto no clube.