Na antevisão do dérbi eterno que opõe Sporting e Benfica, Rui Borges, treinador dos Leões, partilhou as suas impressões e expectativas, focando-se no equilíbrio da sua equipa e na força do adversário. A partida, a contar para a 30.ª jornada da Liga, promete um espetáculo de alta intensidade, com ambas as equipas a lutar pelos seus objetivos.
As declarações do técnico leonino em conferência de imprensa revelaram a atenção dada ao estado físico dos seus jogadores e a profunda análise que faz do rival. Rui Borges atualizou o boletim clínico da equipa, referindo algumas dúvidas para o embate. “Estão esses dois em dúvida, o Nuno [Santos] ainda está de fora. Mas já está no campo, o Ioannidis e o Luis Guilherme também já fazem algum trabalho [no campo]. Ainda não estarão disponíveis, não sei dizer se estarão no próximo jogo, mas já trabalham no campo e ainda bem. Só o Ivan [Fresneda] e o [João] Simões é que estão em dúvida”
, disse. Esta atualização sublinha a preocupação com a recuperação dos atletas, vital para um jogo desta magnitude. O treinador abordou ainda a sua estreia frente ao Benfica, evitando comparações diretas: “Não faço comparações ao meu primeiro jogo no Sporting, são momentos e equipas diferentes. Tudo é diferente. É o mesmo adversário, mas não faço comparações”
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A análise de Rui Borges sobre o Benfica destaca a sua intensidade e capacidade ofensiva. “Acredito que seja um Benfica forte, que quer e precisa de ganhar, seja por qual objetivo for, para ser campeão ou segundo classificado. Acredito que seja um Benfica forte, à imagem do que tem sido. O Benfica tem feito um bom campeonato, tem boas dinâmicas, é uma equipa muito intensa, é a equipa que recupera mais bolas em zonas altas neste momento. Isso define bem a capacidade de pressão do Benfica, uma equipa que ganha muitos duelos e que é competitiva, tem muitas dinâmicas nos corredores, com muito um para um e cruzamentos. É a equipa com mais golos de cabeça no campeonato e não só de bola parada. Tudo isso define a qualidade do Benfica. Espera-nos um jogo difícil, num dérbi com duas grandes equipas. Que seja, acima de tudo, um bom jogo”
. O técnico leonino também fez questão de realçar as qualidades da sua própria equipa, sublinhando o equilíbrio entre ataque e defesa. “Hoje lia no jornal Record que a equipa de Rui Borges era uma equipa dada atrás e é o melhor ataque – o que faria se não fosse. Li por curiosidade. Acredito que, quem joga contra o Sporting, tenha em conta que somos o melhor ataque. Temos sido fortes em termos ofensivos e espero que a equipa esteja a esse nível amanhã, porque é algo que nos define e dita bem a nossa qualidade. Mas não esquecer que vamos jogar contra uma boa equipa também, muito dinâmica nos corredores, intensa, competitiva e com muitos cruzamentos. Em termos defensivos, temos de ter a mesma vontade e intensidade para continuarmos a ser uma das melhores defesas. Somos uma equipa bastante equilibrada. Olho para todos os momentos do jogo e isso leva-me a perceber que temos feito um bom trabalho, mas podemos sempre ser melhores em todos os momentos. O Benfica é forte na bola parada e nós também temos sido fortes nesse momento do jogo, ofensiva e defensivamente. Somos uma equipa bastante equilibrada e isso é que é importante”
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A psicóloga Liliana Pitacho, em declarações à BOLA, também abordou o impacto do rótulo de talismã
em jogadores como Geny Catamo. “Normalmente, quando os resultados anteriores são positivos para o atleta, o que acontece é um efeito positivo em termos de expectativa. Por outro lado, também pode sentir uma maior pressão por parte dos adeptos em relação ao desempenho”
, explicou Pitacho. No entanto, a psicóloga destaca o lado positivo: “Mas, em termos de níveis de ansiedade, de preparação para o jogo, tudo aquilo que o atleta sente é um estado emocional bastante positivo. Porque, muitas vezes, o nosso desempenho, a avaliação daquilo que pode ser o desempenho futuro, é baseado naquilo que é o desempenho passado. E tendo em conta que a história é positiva para o atleta, é claro que está mais confiante quando estes jogos acontecem. Terá mais autoconfiança, o que vai ajudar a quebrar alguns padrões de ansiedade prejudicial, aquele stress mais negativo, por vezes, pode acontecer neste tipo de jogo”
. Contudo, alertou para possíveis quebras: “Obviamente, consoante o que vá acontecendo ao longo do tempo de jogo pode, de certa forma, por exemplo, se não entrar muito bem, sentir alguma quebra, quase desânimo. Contudo, é sempre benéfico que a resiliência também esteja mais forte de acordo com aquilo que são resultados anteriores”
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