A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) apresentou ao Governo uma série de propostas, no âmbito do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), para modernizar o futebol profissional português, aumentar a sua eficiência energética e reforçar a cibersegurança. As medidas visam responder aos desafios atuais e futuros, incluindo a recuperação das consequências das recentes tempestades que assolaram o país.
Entre as iniciativas sugeridas, a LPFP propõe o apoio aos clubes afetados por catástrofes naturais, com a criação de um mecanismo de emergência específico. A União de Leiria foi apontada como um exemplo paradigmático
, dado que o Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, danificado em 4,5 milhões de euros, ainda não pôde ser utilizado pelo clube. A Liga defende que as sociedades desportivas com danos nas suas instalações sejam reconhecidas como beneficiárias de moratórias de crédito e de linhas de crédito dedicadas, considerando as instalações desportivas como de interesse público.
No pilar da resiliência, a LPFP pretende que os estádios com mais de 5.000 lugares sejam integrados no levantamento nacional de infraestruturas críticas, promovendo a sua certificação de resistência sísmica e incentivando fiscalmente os clubes a investir na segurança. A cibersegurança é outra prioridade, com a proposta de classificar os clubes como operadores de serviços essenciais, a criação de um centro de resposta a incidentes cibernéticos para o desporto e um programa de formação. A resiliência energética passa pelo apoio financeiro a investimentos em eficiência energética nas infraestruturas desportivas, como a modernização de sistemas de climatização, instalação de iluminação LED e o uso de painéis fotovoltaicos. A Liga também defende o financiamento para projetos de digitalização e modernização dos clubes, abrangendo áreas como bilheteira e gestão de desempenho desportivo, e a criação de uma linha de financiamento para projetos de investigação em parceria com instituições de ensino superior.