O selecionador nacional, Roberto Martínez, revelou que a lista final de convocados para o Mundial de 2026 ainda não está definida, com as decisões a serem tomadas apenas no final de maio. O técnico espanhol mostrou-se satisfeito com o desempenho dos jogadores durante o estágio, enfatizando a importância das observações realizadas. Sobre a convocatória, Martínez afirmou: “Damos, constantemente, oportunidade aos jogadores, experimentamos aspetos táticos, duplas, ligações no relvado. Agora não é altura de tomar decisões, mas sim de analisar a informação. Foi um estágio muito importante para nós e, no fim de maio, tomaremos decisões. Abrimos ainda mais o grupo e fiquei muito contente com todos os jogadores. Quando há um jogador experiente, ele precisa de ajudar quem chega e o jogador novo precisa de chegar com respeito, mas acreditar muito no que pode acrescentar, e essa mistura foi fantástica. Poupamos muitos dias na preparação de junho, o que é importante, mas é um processo. O estágio foi bom para obter informação”, disse Martínez.
Martínez também destacou a importância das estreias para o futuro da seleção e felicitou a República Democrática do Congo pela qualificação para o Mundial, sublinhando o desafio que representa o primeiro jogo. “Trabalho sempre para ajudar a formação da nossa seleção. As estreias de Ricardo Velho e Mateus Fernandes são importantes para os próximos anos e para o futuro da equipa”, referiu o selecionador. Em relação ao adversário, declarou: “Dar os parabéns à RD Congo, é uma seleção que conheço bem. Quando treinei a Bélgica, existiam muitos jogadores com dupla nacionalidade. O Kayembe, por exemplo, estreou-se comigo e agora joga pelo Congo. Muito respeito pelo que fizeram; uma equipa africana jogar no México e ganhar à Jamaica, que está mais habituada a estes cenários, não é fácil. Agora é preparar o primeiro jogo do Mundial, que é sempre importante”.
O técnico explicou a ausência de Pedro Gonçalves em campo durante o estágio, justificando a decisão pela condição física do jogador e pela necessidade de evitar riscos devido ao estado da relva. “Pedro Gonçalves chegou um pouco condicionado. Nos dois primeiros dias de treino, fez trabalho individual e, hoje, decidi não correr riscos. A relva estava muito rápida e era perigosa, por isso não fazia sentido correr risco de lesão. É um jogador importante para nós, vamos acompanhar o que faz no Sporting e tomar uma decisão em maio”, explicou Martínez. Apesar da gestão individual, Martínez avaliou o estágio como um sucesso na preparação para o Mundial: “Quando estamos com a seleção, o objetivo é ganhar, mas aqui os objetivos eram outros. Foi um estágio com muitos desafios para os jogadores: treinar ao nível do mar, a altitude, duas equipas CONCACAF, apanhar voos... mas foi bom para preparar o que vamos enfrentar no Mundial. A ideia foi utilizar todos os jogadores em blocos de 45 minutos e ter uma equipa competitiva. Fiquei muito satisfeito porque, mesmo em dinâmica de clube, é difícil fazer sete substituições ao intervalo e continuar a ter os conceitos e uma boa ligação, e foi o que vimos”.