A polémica instalou-se no futebol português após o adiamento de jogos cruciais, com a Liga de clubes a ser alvo de intenso debate. A controvérsia em torno da marcação do jogo entre Sporting e Tondela, referente à 26.ª jornada do campeonato, tem gerado forte discussão, principalmente devido às implicações regulamentares de tais decisões.
De acordo com o Regulamento de Competições da Liga Portugal, especificamente no artigo 42.º, o adiamento de jogos na segunda volta segue regras rigorosas. Primeiramente, os jogos “têm de ser realizados no decurso da mesma semana”
, embora existam exceções. Estas incluem situações em que “um dos clubes tenha de realizar nessa semana outro jogo das competições oficiais nacionais ou internacionais da UEFA ou da FIFA”
ou “no caso de se realizar um jogo da selecção nacional e qualquer dos clubes intervenientes tenha jogadores convocados”
. Nesses casos específicos, os jogos podem ser realizados nas duas semanas seguintes. Além disso, a Liga pode autorizar que o jogo ocorra nas quatro semanas seguintes, desde que “não estiver em causa um jogo das últimas seis jornadas”
e a Comissão Permanente de Calendários dê um parecer favorável. O regulamento estabelece ainda a “obrigatoriedade de haver pelo menos 72h horas de diferença entre cada jogo, seja ele nacional ou internacional.”
A decisão da Liga de não marcar o jogo entre Sporting e Tondela, em contraste com a ideia de um adiamento, levantou questões sobre a interpretação das normas. O Sporting solicitou a não marcação
do jogo, “exercendo a prerrogativa regulamentar que estabelece as 72 horas de intervalo”
. O FC Porto, por sua vez, demonstrou o seu descontentamento. O treinador do FC Porto considerou o tratamento um pouco particular
, reforçando que se tratava de tratamento especial
. A posição institucional do FC Porto é que a não marcação
de um jogo não se enquadra nos regulamentos e que a data prevista para o jogo, 29 de Abril, ultrapassa as quatro semanas previstas. Este cenário sublinha a complexidade da gestão do calendário face aos compromissos europeus dos clubes, e a necessidade de clareza e equidade nas decisões da Liga.