Hidemasa Morita, médio do Sporting, está ausente da última convocatória da seleção japonesa para os amigáveis contra a Escócia e a Inglaterra. No entanto, o selecionador Hajime Moriyasu assegura que esta ausência não implica um afastamento definitivo do Mundial. O treinador japonês explicou o seu raciocínio em declarações recentes, tranquilizando os adeptos sobre a situação do jogador leonino.
“Tanto eu como a minha equipa técnica estamos a acompanhar todos os jogos do Morita. Ele, tal como o [Hiroki] Ito [defesa do Bayer Munique], são os únicos japoneses que ainda estão na Champions... Contra o Bodo, fez 70 minutos, perto disso. Estamos cientes do seu valor e de que joga numa grande equipa”, afirmou o técnico. Esta declaração sublinha o reconhecimento do selecionador pelo desempenho de Morita ao serviço do Sporting e na Liga dos Campeões, mesmo com a sua recente ausência na convocatória. O jogador é uma peça importante no esquema tático da seleção e a observação atenta do seu clube e desempenho individual é uma prioridade para a equipa técnica japonesa.
Apesar da não inclusão de Morita na lista atual, Moriyasu fez questão de salientar a importância do médio no seu projeto. “Mas o Morita não está deslocado... Sabemos bem que foi muito importante na nossa qualificação, mas também precisamos de ter em conta a eventual concorrência no meio-campo. Pelo que nos dá em termos táticos, é uma peça valiosa, pode voltar a qualquer momento, mas agora é tempo de analisarmos o equilíbrio geral da equipa”, rematou o selecionador. Esta perspetiva indica que a decisão de não convocar Morita para estes particulares é mais uma oportunidade de testar outras opções e analisar o equilíbrio da equipa, do que uma exclusão definitiva do médio leonino nos planos para o Campeonato do Mundo. Entretanto, o seu futuro no Sporting é incerto, com um possível interesse do Leeds United na Premier League, um sonho de criança para o jogador.