Pedro Gonçalves está de regresso às opções do Sporting para o clássico frente ao FC Porto, em jogo a contar para a 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. O 'camisola 8' dos leões, que foi poupado no último encontro frente ao Estoril, deverá ser titular no embate de terça-feira em Alvalade. A sua reintegração no onze titular é vista com expectativa, especialmente após ter sido resguardado por não estar a cem por cento
na partida anterior.
A preparação para este confronto decisivo tem sido intensa para ambas as equipas. Do lado do FC Porto, Francesco Farioli, o técnico, orientou a primeira sessão de trabalho após um dia de folga. Esta sessão ficou marcada por algumas novidades, incluindo a evolução de Martim Fernandes, que está cada vez mais próximo de um possível regresso. Apesar das ausências por questões físicas ou pessoais, como Borja Sainz, que se encontra de luto, a equipa B e os sub-19 reforçaram o treino, com destaque para André Miranda, que se estreou recentemente pela equipa principal. Sobre as dinâmicas do jogo, Rui Borges, treinador do Sporting, partilhou a sua visão: "É mais um clássico contra uma boa equipa. São jogos sempre disputados e, em alguns momentos, estratégicos. É a primeira parte de 90 minutos e queremos sair a vencer, claramente. Do outro lado, está uma boa equipa, que com toda a certeza virá com essa ambição. Jogamos em casa e queremos dar um passo em frente na eliminatória; teremos de fazer muito por isso”.
Apesar do regresso de Pote
e de Debast, Rui Borges tem ainda algumas dúvidas a equacionar, nomeadamente em relação a Ioannidis. Ricardo Mangas e Kochorashvili permanecem fora dos planos para este embate. O técnico dos leões sublinha a importância de abordar o jogo com a devida seriedade: “Não se trata de receio, mas de respeito. Cada equipa, à sua maneira, tem a sua força. Temos de estar protegidos para o poderio do adversário e é natural que, em alguns momentos, a partida se torne mais estratégica. Acredito que seja um bom jogo, com duas equipas competitivas e a querer ganhar. Os jogos grandes acabam sempre por ter alguma estratégia a mais, por respeito de parte a parte. Há grandes jogadores dos dois lados e algum deslize pode sair-nos caro”. A questão do favoritismo é igualmente abordada por Rui Borges, que o coloca em 50/50
, rejeitando a ideia de que alguma das equipas possa gerir esforços para outros desafios futuros. O foco está totalmente no jogo da Taça de Portugal. “Tenho dúvidas nas duas equipas, mas estou mais preocupado com a minha. A dúvida existe quase sempre; por vezes a almofada diz-nos coisas e de repente mudamos, mas são pequenas coisas e estou muito tranquilo. Nunca fugimos da nossa ideia de jogo. O FC Porto defende muito bem a sua baliza, muito compacto, competitivo e forte nos duelos individuais e a sair em transições. Tem o processo ofensivo bem trabalhado e consegue entrar bastante rápido nas zonas de finalização”, analisou o técnico, demonstrando conhecimento sobre o adversário. A ambição de ir à final é evidente: “O que motiva a equipa é defender algo que é nosso. Queremos muito disputar a final novamente. A final da Taça de Portugal é muito especial, que assim continue. Somos detentores e queremos muito continuar com o troféu.”