Golo Anulado a Ibrahima Ba: Debate Aceso sobre o VAR em Portugal

  1. Golo de Ibrahima Ba anulado
  2. Decisão do VAR gera controvérsia
  3. Rui Santos e Maniche criticam VAR
  4. José Leirós defende intervenção do VAR

A anulação de um golo de Ibrahima Ba no jogo entre o Sporting e o Famalicão, a contar para a 22.ª jornada da Liga, continua a gerar controvérsia e a reacender o debate sobre a atuação do VAR em Portugal. O lance, que ocorreu logo aos oito minutos, viu o golo do Famalicão invalidado por alegada falta ofensiva, após intervenção do videoárbitro. O treinador do Famalicão, Hugo Oliveira, ainda abordou o tema na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Casa Pia, afirmando que Ba “Podia ter mais um golo na carreira, mas não tem”.

Rui Santos, comentador desportivo, sublinha a complexidade do lance, enquadrando-o na “zona cinzenta” do futebol, onde “Há um conjunto de lances que dão para os dois lados”. A questão central reside no critério utilizado: “Se o critério for largo - como defende -esses toques não devem ser valorizados. Se for curto, qualquer contacto é falta.” E “isso é contra o futebol”, sublinha. Para Santos, o contacto existente estava “dentro dos limites daquilo que é uma modalidade que apela ao contacto”, classificando a decisão como um “erro por excesso”. Maniche, ex-jogador, partilha desta visão, defendendo que “Nem todo o contacto desequilibra de forma ilegal”. Na sua análise, o jogador do Sporting já estava em desequilíbrio, e o toque subsequente não seria suficiente para justificar a falta. “Como jogador, para mim, não é falta.” Contudo, admite que uma análise detalhada pelas leis do jogo poderia levar a uma conclusão oposta, mas realça que “Foi preciso ir à lupa, ao pormenor dos pormenores, para descobrir esta falta porque, em jogo corrido, não é claro nem óbvio.” A demora na análise do VAR, para Maniche, é um sinal claro de que não se tratava de um lance para a intervenção do videoárbitro: “Se o árbitro demora 10 ou 15 minutos a analisar imagens, então o lance não é claro nem óbvio. Claro e óbvio é em 30 ou 40 segundos: vai ver, decide e pronto. Não é estar lá aquele tempo todo”.

Em contrapartida, José Leirós, antigo árbitro, não vê qualquer ambiguidade no lance: “Sim, é falta. E claro que o VAR devia ter intervenção como teve, porque é claro e óbvio que há uma infração.” Leirós assegura que as imagens, incluindo um ângulo traseiro, mostram “nitidamente” o contacto faltoso e justifica a falha do árbitro de campo: “Estava longe, em rotação para recuperar terreno, e é por isso que não consegue ver o que aconteceu entre três jogadores.” Para si, “Sem VAR, teria sido um golo irregular”. Leirós contesta a ideia de que a duração da análise do VAR se correlaciona com a evidência do erro, argumentando que o conceito de “claro e óbvio” não depende do cronómetro. “Por mais que custe a muitas pessoas é para isto que o vídeo árbitro foi implementado. Para isto, para os fora de jogo de poucos centímetros, para que haja justiça nos golos validados e não validados. A função do VAR é precisamente esta.” Se as imagens revelam uma infração evidente, o VAR tem a obrigação de intervir, independentemente do tempo necessário para rever o lance. Para além de “Ba já podia ter mais um golo na carreira...”, Hugo Oliveira salientou, ainda sobre Ibrahima Ba, o “É mais um exemplo do projeto Famalicão, o desenvolvimento do jogador, dando coisas à equipa e crescendo nas suas ferramentas. Jovem que trabalha muito, que tem características fortes para o futebol moderno, capacidade de ter bola, capacidade física, mas tem uma outra que o vai fazer chegar longe: sede de conhecimento e de aprender todos os dias. Sai também beneficiado por ter colegas de grande nível. O Léo tem muitas ferramentas e ajuda o Ba a ser melhor todos os dias. Faz com que todos queiram ser melhores. Esta luta faz crescer. Um menino de 20 anos, que quer ser um grande jogador, quer aprender todos os dias. Quem quer aprender, vai crescer. É o que tem vindo a acontecer.” A incoerência nas decisões do VAR é outro ponto de discórdia, gerando suspeitas entre os adeptos. Maniche acusa que os árbitros “São fraquinhos e este ano estão a errar em demasia e não vou dizer que é para um lado ou para o outro. Acho que chegamos à conclusão de que no final da época são todos beneficiados e são todos prejudicados”.

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