A atuação do VAR no duelo entre Sporting e Arouca, realizado em um contexto de grande expectativa por parte dos adeptos, foi alvo de críticas severas por parte do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A prestação da equipa de vídeo, composta por Manuel Mota e José Pereira, foi avaliada como “insatisfatória”, o que causou repercussões consideráveis no ecossistema do futebol português.
O jogo, que terminou com um expressivo 6-0 a favor do Sporting, teve momentos decisivos onde a intervenção do VAR foi crucial. Infelizmente, não conseguiu corresponder às expectativas. Em particular, o penálti sobre Gonçalo Inácio e a expulsão de Dylan Nandín aos 30 minutos suscitaram dúvidas. “Manuel Mota recomendou 'cartão amarelo por negligência', mas os árbitros decidiram pela expulsão direta”
, revelou uma fonte presente no programa Juízo Final, transmitido pela Sport TV, onde foram analisados os diálogos entre a equipa de arbitragem e o VAR. Essa divisão de opiniões entre o VAR e o árbitro principal Hélder Malheiro gerou discussões acaloradas entre os especialistas e aficionados.
Discrepâncias nas Avaliações
O Conselho de Arbitragem não hesitou em sublinhar as discrepâncias nas avaliações, especialmente considerando que, na 2.ª jornada da Liga, a maioria das atuações dos árbitros foi classificada como satisfatória. O jogo entre Rio Ave e Nacional, por exemplo, foi uma das raras exceções que obteve uma nota máxima de “muito satisfatório”. O contraste com o VAR do Sporting-Arouca torna-se ainda mais evidente neste cenário.
Além do mais, é notório que situações semelhantes em outros jogos, como o Gil Vicente-FC Porto e o Estrela da Amadora-Benfica, foram consideradas satisfatórias. As avaliações do CA destacam que as interações entre os árbitros e o VAR podem influenciar diretamente o resultado de um jogo, refletindo a importância da consistência na aplicação das regras e decisões dentro de campo.
Instabilidade e Eficácia
No total, a instabilidade observada na atuação do VAR levanta questões pertinentes sobre a eficácia e os protocolos atuais em uso nas arbitragens, especialmente com base nos detalhes revelados sobre o jogo polémico. Comparando a geral satisfação nas arbitragens da segunda jornada, o caso do Sporting-Arouca é uma chamada à ação para melhoramentos.
Em suma, a situação de insatisfação com o VAR no jogo Sporting-Arouca aponta para uma necessidade urgente de revisão e formação contínua para os árbitros, assegurando que tais incidentes não se repitam e que os princípios de justiça e integridade no futebol sejam sempre respeitados.