Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, está a preparar a visita ao Estrela da Amadora, agendada para este sábado, num jogo da 15ª jornada da Liga. O técnico perspetiva um jogo onde o Moreirense assuma o controlo, mostrando confiança na equipa.
O treinador sublinhou a importância da concentração e elogiou o adversário, reconhecendo a sua evolução desde a entrada de João Nuno no comando técnico. O ambiente no Estádio José Gomes também foi mencionado como um fator a ter em conta.
Foco no Desempenho Próprio
Botelho da Costa sublinhou a importância de a equipa se concentrar no seu próprio desempenho. Como referiu o treinador, “A concentração é um fator crucial em todos os jogos, quando não estamos concentrados estamos mais longe de fazer o que é certo.”
Após a derrota frente ao Benfica, Botelho da Costa reconheceu a dificuldade da semana, afirmando: “As semanas são todas difíceis quando não ganhamos, porque queremos ganhar. Vivemos todos de resultados. Os resultados que o Moreirense atinge definem o que acontece [na I Liga], mas os resultados não acontecem por acaso. Isso está ligado a um processo, a uma ideia, algo que está mais no nosso controlo. (…) A partir do segundo dia [da semana], o foco virou totalmente para o Estrela da Amadora.”
Elogios ao Estrela da Amadora
O treinador teceu elogios ao adversário, reconhecendo a sua evolução desde a entrada de João Nuno no comando técnico. “Em relação à equipa do Estrela, desde que o João Nuno entrou, eu penso que a equipa melhorou significativamente. É uma equipa que também procura adaptar-se muito àquilo que são as características do adversário, de jogar em diferentes sistemas. Os princípios são semelhantes. Uma equipa que tenta jogar sempre que possível. Também gosta de pressionar, mas com timings, com cautelas”, afirmou Botelho da Costa.
O ambiente no Estádio José Gomes também foi mencionado como um fator a ter em conta. O treinador referiu: “No seu estádio são muito fortes. É um ambiente muito próprio o ambiente da Amadora, que eu também conheço bem. Vai ser um adversário muito, muito difícil para nós. Trabalhamos da mesma forma, focados naquilo que podemos fazer, quer do ponto de vista defensivo, quer do ponto de vista ofensivo, perceber quais são os pontos menos fortes do nosso adversário, que nós podemos eventualmente explorar e tentar ao máximo que o jogo dependa muito de nós e da forma como nós o abordarmos.”
Autocrítica e Aprendizagem Contínua
O treinador considerou-se o maior crítico do seu trabalho. “O maior crítico àquilo que fazemos vou ser sempre eu. (…) Temos de olhar para dentro. Não deixámos de chegar à I Liga. Estes jogos com os grandes são diferentes, porque há uma diferença de nível muito significativa. Como treinador, preciso de passar por estas experiências para ser melhor. Depois de analisar [o jogo com o Benfica], na segunda-feira, era melhor treinador”, disse Botelho da Costa.
Solidariedade com Vasco Sousa
Por fim, o treinador abordou a lesão de Vasco Sousa, demonstrando solidariedade para com o jogador. “Não há previsão do tempo de paragem tendo em conta que é uma segunda lesão. É uma situação que nos deixa tristes, sensibilizado, porque é um miúdo incrível. Não há uma pessoa nesta nossa família que não o adore. Já quando aqui chegou era uma história de resiliência, uma história de superação e crença nas suas capacidades. Não tenho a mínima dúvida de que vai prolongar a sua história porque é menino com muita vontade, a quem a vida pregou mais uma partida. Estamos muito solidários. O foco agora é a recuperação, devagarinho para dar os passos rumo ao regresso que eu tenho a certeza que vai acontecer”, concluiu o treinador.