Num jogo dramático decidido nos últimos minutos, o Sporting CP foi derrotado pelo Vitória de Guimarães por 2-1 na meia-final da Taça da Liga. A partida, intensa e emotiva, abriu caminho para a inédita presença do Vitória na final da competição, enquanto o Sporting vê assim adiado o sonho de conquistar mais um troféu.
Após o apito final, os treinadores de ambas as equipas partilharam as suas análises sobre o confronto, revelando diferentes perspetivas sobre os momentos cruciais do jogo e as estratégias implementadas.
Análise de Rui Borges: Desilusão e Resiliência
Rui Borges, treinador do Sporting, lamentou a derrota na *flash interview* da Sport TV: “Foi um jogo difícil de início ao fim, onde o Vitória acreditou até ao final e foi feliz”. Reconheceu ainda que, “na segunda parte, poderíamos ter feito o 2-0, mas não fizemos, também por mérito do guarda-redes do Vitória em alguns momentos”.
Apesar da desilusão, Borges elogiou a resiliência do grupo: “O grupo já demonstrou que a resiliência é enorme. Há muito campeonato ainda, uma segunda volta toda para ser disputada. Temos de seguir o nosso caminho, fazer o que podemos controlar e dar o nosso melhor”. O treinador concluiu, referindo que a equipa precisa de “alguns dias para recuperar um pouco, respirarmos um bocado. Mas queríamos muito estar na final. Não conseguimos, temos de seguir o nosso caminho e focar já no próximo jogo do campeonato para voltarmos às vitórias”.
A Estratégia Vencedora de Luís Pinto
Luís Pinto, treinador do V. Guimarães, em declarações na *flash interview* da Sport TV, expressou a sua satisfação com a vitória: “A forma como sempre quisemos estar a disputar o jogo com coragem era algo que nós tínhamos que conseguir para ter um resultado positivo contra um adversário com esta qualidade e capacidade. Desde o primeiro ao último minuto conseguimos isso”.
Sobre a estratégia utilizada, Pinto revelou: “Os bons sinais que tínhamos dado há 15 dias faziam-nos crer que nós podíamos ter este resultado que tivemos aqui. Hoje, felizmente, conseguimos comprovar isso”.
Um Momento Histórico para o Vitória
O treinador do Vitória reconheceu a importância histórica da vitória: “É marcante, é bom porque é a primeira vez que o clube estará na final. Agora, obviamente que estando na final vamos querer vencer, porque é o próximo jogo que temos e queremos ainda poder acrescentar esse novo dado à história do clube”.
Pinto fez questão de sublinhar que “foi uma vitória de toda a gente que trabalha para preparar o jogo. De toda a gente que trabalha para estar em condições para o tempo que for preciso, quer seja para jogar a início, quer seja para entrar e poder terminar o jogo. Por isso foi uma vitória de toda a gente, não tem nada a ver com o dedo do treinador”.
Lesões no Sporting: Preocupação Adicional
De volta ao Sporting, Rui Borges lamentou ainda as lesões na equipa: “Saímos daqui com mais duas lesões, é um caso de estudo. Isso deixa-me bastante triste. Tem-nos acontecido tudo. Mais do que termos sido penalizados nos últimos minutos do jogo, é termos saído daqui com menos dois jogadores”. O técnico reconheceu que “não é difícil, mas faz mossa. Bate, bate e faz mossa. É algo que não controlamos”.
Olhando para o futuro, Pinto perspetiva um “jogo muito desafiante. Temos a noção que será sempre um jogo em que nos vai exigir coisas diferentes do jogo de hoje. E que aquilo que nós realmente queremos é estar presentes. Agora que estamos presentes, obviamente que vamos querer preparar o jogo para poder no final conquistar o troféu”.