António Miguel Cardoso, presidente do Vitória de Guimarães, confrontou-se com a insatisfação dos adeptos após a derrota frente ao Famalicão. No rescaldo do jogo, um grupo de cerca de 50 adeptos exigiu explicações à direção, levando o presidente a dialogar com os contestatários fora do Estádio D. Afonso Henriques. Este incidente ocorreu após alguns jogadores terem sido abordados à saída do estádio, requerendo a intervenção das forças de segurança para formar um cordão policial.
Durante os minutos iniciais do confronto com o Famalicão, a claque minhota White Angels manifestou publicamente o seu desagrado com o desempenho da equipa, exibindo uma tarja com a mensagem “a nossa história merece respeito”. A impaciência dos vitorianos, marcada por assobios aos jogadores, foi evidente tanto no começo como no final da partida. Contudo, perante as explicações de António Miguel Cardoso, que justificou a saída do treinador Luís Pinto pela falta de evolução da equipa, os adeptos presentes incentivaram o presidente a recandidatar-se a um novo mandato, caso opte por um ato eleitoral no final da época.
O líder vitoriano defendeu a sua decisão de apostar em Gil Lameiras, ex-treinador da equipa B, enquadrando-a num projeto de valorização de ativos das camadas inferiores. António Miguel Cardoso expressou convicção na recuperação da equipa e na possibilidade de alcançar o objetivo europeu, reiterando que marcará eleições se o quinto lugar não for atingido. Sob a sua gestão, o Vitória de Guimarães conseguiu três apuramentos europeus, uma Taça da Liga, a melhor pontuação de sempre num campeonato e a subida da equipa B à Liga 3. A direção também foi elogiada por equilibrar financeiramente o clube, mesmo com as implicações no investimento do plantel.