O treinador Luís Pinto refletiu à saída da final da Taça da Liga, na qual o V. Guimarães venceu o Sp. Braga, sobre a importância da conquista e toda a trajetória que a equipa percorreu para atingir este sucesso histórico. Num ambiente de festa que se antevê na cidade, o treinador mostrou-se entusiasmado com o impacto da vitória junto dos adeptos.
À medida que falava, Luís Pinto partilhou momentos pessoais e profissionais que moldaram a sua caminhada, destacando o papel fundamental da família como suporte inabalável para enfrentar desafios e celebrar conquistas no futebol e na vida.
Ambiente de festa na cidade
Comentando o ambiente que se vive em Guimarães após a vitória, Luís Pinto afirmou: “Não sei, acredito que estará um ambiente incrível e que a cidade poderá passar umas horas sem dormir, que assim seja.” O treinador antevê uma celebração memorável, frisando a emoção que esta conquista traz à comunidade local.
Esta final, para além do valor desportivo, assume-se como um momento de união e alegria para a cidade que tem fomentado uma forte ligação com o clube.
Trajectória pessoal e apoio familiar
Na conferência, Luís Pinto fez uma profunda reflexão sobre o seu percurso: “Pensei no trajeto até aqui e mal acabou fui à procura da minha família. É um trajeto que vem de contextos em que não é propriamente fácil de trabalhar. Difícil não é o futebol, são outras coisas na vida. Não há sofrimento nesse caminho, mas há resiliência, há que acreditar no que se quer e no que se conquista na carreira.”
O treinador destacou o papel da esposa e da família como pilares da sua coragem e determinação, lamentando a ausência do pai: “Gostava de ter o meu pai presente, tenho a certeza que ficaria orgulhoso. Agradeço muitas vezes pelos valores que me transmitiu, às vezes não é fácil viver coisas boas e não ter presente todos os que gostávamos.”
Objetivos iniciais e crença no sucesso
Sobre os objetivos traçados no início da sua passagem pelo clube, Luís Pinto foi categórico: “Pode parecer presunçoso, mas quando chegámos ao V. Guimarães, dissemos que gostávamos de conquistar coisas grandes e na apresentação disse-o. Dissemos que o nosso objetivo era conquistar um título, acreditávamos que era possível, mas sabíamos que era muito difícil.”
O treinador salientou ainda a importância do apoio dos adeptos: “Um clube que tem adeptos como estes pode dar-nos vantagens em certos contextos e competições, infelizmente na Taça de Portugal já não podia ser, então acreditávamos que podia ser na Taça da Liga e aconteceu.”
Desempenho coletivo e individual dos jogadores
Luís Pinto partilhou a sua visão sobre o desempenho na final, destacando a importância de repartir méritos: “Julgo que há jogos em que identificamos facilmente um herói, aqui acho que é de bom tom repartir as atenções pelos dois. O Charles foi extremamente importante no jogo da meia-final e da final, o Ndoye a mesma coisa.”
O treinador sublinhou que, apesar da importância individual, as vitórias são sempre colectivas: “As vitórias são todas coletivas, mas é preciso que do ponto de vista individual alguém apareça. Ficamos felizes por um ou outro ganharem o prémio de homem do jogo.”
Identidade da equipa e superação das dificuldades
Sobre a identidade da equipa durante a época, Luís Pinto afirmou: “Só com uma união muito forte é que poderíamos ter sucesso, tem sido um pouco esse o nosso ADN. Apesar das adversidades nunca deixar de acreditar que é possível.”
Salientou a importância da resiliência e do esforço colectivo nos momentos mais difíceis: “Sentimos que havia momentos em que estávamos por baixo do jogo. Nesses momentos conseguimos quase sempre ter discernimento que não era o fim do mundo e tínhamos de nos unir, correr bastante e isso foi essencial.”
Concluiu realçando a aposta na juventude como caraterística do projeto: “Um projeto corajoso, que aposta em gente jovem desde a equipa técnica aos jogadores.”
Importância emocional da conquista e duelo tático
Luís Pinto destacou o significado emocional da vitória: “Tem um sabor muito grande, o sabor pelo respeito de representar o Vitória. Era mais do que um título, apesar de ser o terceiro troféu na história do clube, é contra o eterno rival. Tinha um peso muito diferente.”
Sobre o duelo tático na final, explicou as dificuldades sentidas: “É muito difícil jogar contra o Sp. Braga, é um jogo do gato e do rato. No ADN deles está o ter bola e havia momentos em que olhávamos para a linha defensiva e só havia um jogador do Braga.”
Enalteceu a inteligência das substituições feitas: “Na segunda parte, a entrada do Samu deu-nos essa possibilidade de baixar o Gonçalo. Do ponto de vista defensivo, o Gonçalo tem uma abrangência de espaços maior. O Samu tem uma inteligência enorme e consegue jogar muito bem no espaço entrelinhas.”