Luís Pinto destaca apoio familiar e resiliência após conquista da Taça da Liga pelo V. Guimarães

  1. Vitória do V. Guimarães na Taça da Liga
  2. Luís Pinto valoriza apoio familiar
  3. Objetivo inicial era conquistar título
  4. Aposta em jovens jogadores

O treinador Luís Pinto refletiu à saída da final da Taça da Liga, na qual o V. Guimarães venceu o Sp. Braga, sobre a importância da conquista e toda a trajetória que a equipa percorreu para atingir este sucesso histórico. Num ambiente de festa que se antevê na cidade, o treinador mostrou-se entusiasmado com o impacto da vitória junto dos adeptos.

À medida que falava, Luís Pinto partilhou momentos pessoais e profissionais que moldaram a sua caminhada, destacando o papel fundamental da família como suporte inabalável para enfrentar desafios e celebrar conquistas no futebol e na vida.

Ambiente de festa na cidade

Comentando o ambiente que se vive em Guimarães após a vitória, Luís Pinto afirmou: “Não sei, acredito que estará um ambiente incrível e que a cidade poderá passar umas horas sem dormir, que assim seja.” O treinador antevê uma celebração memorável, frisando a emoção que esta conquista traz à comunidade local.

Esta final, para além do valor desportivo, assume-se como um momento de união e alegria para a cidade que tem fomentado uma forte ligação com o clube.

Trajectória pessoal e apoio familiar

Na conferência, Luís Pinto fez uma profunda reflexão sobre o seu percurso: “Pensei no trajeto até aqui e mal acabou fui à procura da minha família. É um trajeto que vem de contextos em que não é propriamente fácil de trabalhar. Difícil não é o futebol, são outras coisas na vida. Não há sofrimento nesse caminho, mas há resiliência, há que acreditar no que se quer e no que se conquista na carreira.”

O treinador destacou o papel da esposa e da família como pilares da sua coragem e determinação, lamentando a ausência do pai: “Gostava de ter o meu pai presente, tenho a certeza que ficaria orgulhoso. Agradeço muitas vezes pelos valores que me transmitiu, às vezes não é fácil viver coisas boas e não ter presente todos os que gostávamos.”

Objetivos iniciais e crença no sucesso

Sobre os objetivos traçados no início da sua passagem pelo clube, Luís Pinto foi categórico: “Pode parecer presunçoso, mas quando chegámos ao V. Guimarães, dissemos que gostávamos de conquistar coisas grandes e na apresentação disse-o. Dissemos que o nosso objetivo era conquistar um título, acreditávamos que era possível, mas sabíamos que era muito difícil.”

O treinador salientou ainda a importância do apoio dos adeptos: “Um clube que tem adeptos como estes pode dar-nos vantagens em certos contextos e competições, infelizmente na Taça de Portugal já não podia ser, então acreditávamos que podia ser na Taça da Liga e aconteceu.”

Desempenho coletivo e individual dos jogadores

Luís Pinto partilhou a sua visão sobre o desempenho na final, destacando a importância de repartir méritos: “Julgo que há jogos em que identificamos facilmente um herói, aqui acho que é de bom tom repartir as atenções pelos dois. O Charles foi extremamente importante no jogo da meia-final e da final, o Ndoye a mesma coisa.”

O treinador sublinhou que, apesar da importância individual, as vitórias são sempre colectivas: “As vitórias são todas coletivas, mas é preciso que do ponto de vista individual alguém apareça. Ficamos felizes por um ou outro ganharem o prémio de homem do jogo.”

Identidade da equipa e superação das dificuldades

Sobre a identidade da equipa durante a época, Luís Pinto afirmou: “Só com uma união muito forte é que poderíamos ter sucesso, tem sido um pouco esse o nosso ADN. Apesar das adversidades nunca deixar de acreditar que é possível.”

Salientou a importância da resiliência e do esforço colectivo nos momentos mais difíceis: “Sentimos que havia momentos em que estávamos por baixo do jogo. Nesses momentos conseguimos quase sempre ter discernimento que não era o fim do mundo e tínhamos de nos unir, correr bastante e isso foi essencial.”

Concluiu realçando a aposta na juventude como caraterística do projeto: “Um projeto corajoso, que aposta em gente jovem desde a equipa técnica aos jogadores.”

Importância emocional da conquista e duelo tático

Luís Pinto destacou o significado emocional da vitória: “Tem um sabor muito grande, o sabor pelo respeito de representar o Vitória. Era mais do que um título, apesar de ser o terceiro troféu na história do clube, é contra o eterno rival. Tinha um peso muito diferente.”

Sobre o duelo tático na final, explicou as dificuldades sentidas: “É muito difícil jogar contra o Sp. Braga, é um jogo do gato e do rato. No ADN deles está o ter bola e havia momentos em que olhávamos para a linha defensiva e só havia um jogador do Braga.”

Enalteceu a inteligência das substituições feitas: “Na segunda parte, a entrada do Samu deu-nos essa possibilidade de baixar o Gonçalo. Do ponto de vista defensivo, o Gonçalo tem uma abrangência de espaços maior. O Samu tem uma inteligência enorme e consegue jogar muito bem no espaço entrelinhas.”

Rafael Obrador na mira do Torino

  1. Rafael Obrador pode deixar o Benfica em janeiro.
  2. O Torino está interessado na contratação do jogador.
  3. O Benfica pretende 5 milhões de euros pela transferência.
  4. Obrador jogou apenas uma vez na equipa principal do Benfica.