Começou esta segunda-feira, 2 de março, o julgamento de um caso de exploração de jovens futebolistas brasileiros em Portugal. Segundo as acusações, uma rede de auxílio à imigração ilegal terá aproveitado 11 atletas, com a promessa de uma carreira no futebol português, mas sujeitando-os a condições precárias no São Pedro da Cova.
De acordo com o processo, os jogadores eram forçados a dormir em beliches instalados debaixo das bancadas do estádio do clube. Além das condições de alojamento desumanas, os jovens recebiam salários irregulares e alegadamente apenas 50 euros para despesas pessoais, um valor que mal cobria necessidades básicas como produtos de higiene.
Os dois arguidos no processo enfrentam um total de 22 crimes: 11 acusações de auxílio à imigração ilegal e 11 de angariação de mão de obra ilegal. Ambos negam as acusações, apesar dos relatos que indicam uma clara situação de vulnerabilidade e abuso da confiança dos jovens futebolistas que sonhavam em dar o salto
para clubes de maior dimensão em Portugal.