César Peixoto e Gil Lameiras analisam a derrota do Gil Vicente frente ao Vitória de Guimarães

  1. César Peixoto: Primeira parte foi a pior da temporada.
  2. Gil Lameiras celebrou primeira vitória fora de portas em 2026.
  3. Gustavo Silva dedicou golo aos adeptos e presidente.
  4. Zé Carlos Gonçalves lamentou a derrota e exibição da equipa.

César Peixoto criticou fortemente a prestação do Gil Vicente após a derrota em casa frente ao Vitória de Guimarães. O técnico admitiu que a primeira parte foi a pior da temporada e que a ansiedade afetou o desempenho da equipa.

“Penso que foi a pior primeira parte desde que começou o campeonato. Na segunda parte, estivemos melhor e sofremos um golo quando estivemos melhor. Faltou estofo, capacidade para ter bola. Sempre disse que podia perder ou empatar, mas temos de jogar à Gil Vicente. Faltou capacidade e personalidade para impor o nosso jogo. Já em Tondela a primeira parte não foi grande coisa, mas, mesmo assim, se marcássemos primeiro, a equipa ganhava confiança. Isso não invalida que a primeira parte foi má”, afirmou Peixoto.

Questionado sobre a pressão, o treinador rejeitou a ideia de que a equipa estivesse a acusá-la, mas reconheceu que o nervosismo foi um fator determinante no jogo. “Não acho. Em Tondela abafámos completamente, marcámos dois e podíamos ter feito mais. Hoje senti a equipa nervosa, com muita vontade, mas sem o carácter que temos tido. O Gil Vicente não vai ganhar todos os jogos, mas o que me deixava satisfeito quando não ganhávamos é que jogávamos à nossa maneira. Hoje senti a equipa ansiosa e nervosa. Estes jogos têm de ser jogados com confiança e hoje não conseguimos ser a equipa que costumamos ser”, explicou. Relativamente à construção do jogo, César Peixoto admitiu que o Vitória de Guimarães apresentou uma tática diferente e a equipa não conseguiu adaptar-se. “O Vitória hoje veio aqui com uma tática diferente e na primeira parte a equipa não entendeu isso. Temos muitos apoios frontais e hoje o Varela quis sempre rodar. Houve uma altura que todos queriam fazer as coisas individualmente e a mais-valia desta equipa é o colectivo. Na segunda parte sim, estivemos melhor. Depois começámos a jogar no guarda-redes, a jogar para trás, para trás. Hoje não tivemos a frieza para ler o jogo. Em condições normais, eles conseguiam ler e a primeira parte de hoje deixa-me frustrado. Faltou uma pontinha de sorte, mas isso não invalida que o Vitória tenha ganhado bem”, concluiu o treinador gilista.

Do lado do Vitória de Guimarães, a satisfação era evidente, especialmente para Gil Lameiras, que celebrou a primeira vitória fora de portas em 2026. “Depois de tanto tempo sem vencer fora, isto reflete a época do Vitória, bastante irregular. Se havia equipa que devia ter ganho o jogo hoje era o Vitória. Fomos a única equipa que procurou a vitória. Queremos dedicar esta vitória aos adeptos e o facto deles hoje não estarem aqui tem a ver com o valor do bilhete, que era caro. Ainda no último jogo enchemos as Aves, mas atendendo à época, é normal não ter tantos adeptos, mas hoje se deveu pura e simplesmente ao preço dos adeptos”, afirmou o treinador. Lameiras reconheceu que a equipa ainda não atingiu o nível desejado, mas destacou alguns pontos positivos. “À medida que o tempo passa, acho que a equipa ainda está longe do que eu queria e sinceramente não vamos atingir até ao final da época, mas há alguns pormenores que já sentimos na equipa. O Vitória é um clube enorme e quem o represente tem de estar ao nível”, salientou. Sobre a sequência de resultados, o técnico vimaranense mostrou-se satisfeito: “A equipa apresentou alguma instabilidade durante o ano. Ganhar no terreno do Gil e quem está no Vitória tem de jogar sempre para ganhar e esta vitória deixa-nos contentes. Primeiro porque conquistamos os três pontos e depois porque o Gil Vicente em casa é uma equipa muito difícil.”

Gustavo Silva, autor do golo da vitória, dedicou o tento aos adeptos e ao presidente António Miguel Cardoso. “Estou muito feliz por este golo, que nos deu três pontos muito importantes. Quero dedicar a vitória aos adeptos aqui presentes. Houve algum ruído por causa do preço dos bilhetes, mas eles não deixam de acreditar e têm confiança em nós. Dedico também aos que não estiveram cá”, disse o avançado. Sobre a sua performance em campo, Gustavo Silva comentou: “Já estou a ficar habituado. Esta posição requer muito esforço físico. Tenho trabalhado muito para cada dia estar melhor e tenho feito bons jogos, a lutar de igual para igual com os centrais.” O jogador fez questão de deixar uma mensagem de agradecimento ao presidente do clube. “Quero agradecer ao nosso presidente por tudo o que tem feito pelo Vitória. Nunca deixou de acreditar na nossa equipa, honrou sempre a sua palavra e isso é o mais importante. Tudo o que aconteceu esta época vai ficar para a história. O nome dele e o nosso nome vai ficar para a história por causa desse título, dessa conquista”, concluiu Gustavo Silva. Zé Carlos Gonçalves, do Gil Vicente, lamentou a derrota e a exibição da equipa. “Apanhámos uma boa equipa, com bons jogadores. Tivemos as nossas situações para fazer golo na 2.ª parte, sobretudo de bola parada, em que podíamos ter sido felizes, mas não fomos. Temos de olhar para os últimos quatro jogos como quatro finais.” Sobre as indicações de César Peixoto, Zé Carlos Gonçalves explicou: “Foi sobretudo pela 1.ª fase de pressão. Ajustámos uma ou outra coisa e fizemo-lo bem, porque estávamos à espera de um Vitória um pouco diferente.” O jogador admitiu a frustração com o resultado: “Falhámos porque perdemos, não conseguimos ganhar e tirar pontos deste jogo. Não olhamos para o Famalicão. Olhamos para aquilo que é a nossa equipa e fico com a ideia que podíamos ter feito um jogo melhor, mais à imagem do que temos feito no campeonato. Vamos estar melhores nos quatro jogos que faltam.”

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