O jovem André Miranda, uma das grandes promessas do futebol português, acaba de renovar o seu contrato com o FC Porto até junho de 2031, afastando assim o interesse de vários clubes europeus. A notícia, que vem reforçar o compromisso do esquerdino com os dragões, surge num momento em que a sua ascensão no clube portista tem sido meteórica, culminando numa emocionante estreia pela equipa principal. O jogador, natural de Setúbal, concedeu declarações exclusivas aos meios de comunicação do clube, onde partilhou a sua alegria e recordou os momentos que antecederam aquele que foi, sem dúvida, um dos pontos altos da sua carreira.
A estreia na equipa principal, um momento ansiado por qualquer jovem futebolista, foi vivida com uma mistura de nervosismo e euforia por André Miranda. “Comecei com praxe logo, a cantar e a agradecer à malta. Não tinha sido o meu primeiro jogo a ser convocado, já conhecia o ambiente do Estádio do Dragão, mas nesse jogo tive a mesma esperança que já tinha tido em Plzen”, revelou o jogador, imerso nas recordações daquele dia memorável. “Só pensava 'estou aqui, sou o quarto extremo, tenho a possibilidade de entrar'. Na altura começámos a ganhar 1-0, com um golo do Oskar, e eles empataram por volta dos 70. Nesse momento, vi que só faltava uma substituição, precisávamos de ganhar e só havia defesas a aquecer comigo, pensei que seria a minha oportunidade de entrar e fazer a diferença.” A premonição de Miranda acabaria por se confirmar, mas não sem antes um misto de sensações que o próprio descreveu vividamente: “Quando o míster disse 'Miranda, quatro minutos', fiquei logo cansado. Nem estava a correr, mas fiquei cansado. Comecei a fazer sprints de um lado para o outro, a ativar e a acelerar. Chamaram-me, tirei o colete, já ia entrar e disseram-me para ter calma e ver as bolas paradas primeiro. Vi aquilo muito rápido, fui para a linha de meio-campo e, quando vejo a placa a entrar com o 72, fiquei ofegante e assustado. Estava 1-1, ainda por cima. Sabia que os meus pais estavam a ver também, tal como os meus amigos, mas consegui o que queria quando entrei, mudar o jogo, mesmo não estando diretamente ligado aos golos.” A emoção do momento foi avassaladora para o jovem, que não conteve as lágrimas após a vitória: “Conseguimos uma vitória importantíssima e não consegui conter as lágrimas. Olhei para a minha mãe, que estava a ver o jogo, e vi-a cheia de orgulho, a acenar-me, e tive consciência de que cumpri o meu sonho. Agora é continuar para mais sonhos.”
A jornada até à equipa principal não foi, contudo, desprovida de desafios. André Miranda recorda as dificuldades da mudança para o Porto, ainda em tenra idade: “No início, foi muito difícil. Sair de casa novo, ir para longe dos meus pais e dos meus amigos, ainda por cima para uma cidade movimentada como o Porto. Quase todos os dias ligava aos meus pais a chorar, a dizer que tinha saudades deles e que estava a ser difícil a minha adaptação cá. O meu pai ajudou-me muito a ultrapassar isso, deu-me forças para seguir em frente e muito ânimo até me adaptar. Nesse ano, também parti um dedo, foi um ano difícil.” Contudo, o jovem sempre manteve uma mentalidade resiliente e focada nos objetivos: “Prometi a mim mesmo que tinha de voltar desta lesão ainda mais forte. Não sai da minha cabeça que tenho de dar sempre mais e melhor.” Com a renovação de contrato, André Miranda projeta o futuro com confiança e determinação, deixando uma promessa clara aos adeptos: “O que podem esperar de mim é nada mais, nada menos do que o melhor e mais do que tenho feito até agora. Enquanto estiver cá, vou dar a minha vida, nem que parta as pernas, a cabeça ou os braços no campo. Podem sempre contar comigo e espero dar muitas alegrias aos adeptos do FC Porto.”