Farioli e o Desafio Tático no Ataque do FC Porto

  1. Samu lesionou-se em fevereiro
  2. Deniz Gul sem golos há 18 jogos
  3. Samu marcou 20 golos esta época

A saída de Luuk de Jong e, posteriormente, de Samu, obrigou o treinador Francesco Farioli a uma reinvenção tática profunda no ataque do FC Porto. Apesar das importantes ausências, o técnico italiano tem demonstrado uma notável capacidade de encontrar soluções e manter a competitividade da equipa, mesmo em momentos cruciais da temporada, como evidenciado no recente clássico contra o Sporting.

O jogo da segunda mão da Taça, frente ao Sporting, demonstrou a resiliência do FC Porto. Terem Moffi, que entrou nos últimos 20 minutos, quase se tornou o herói do encontro. Nos instantes finais, um cabeceamento seu obrigou Rui Silva a uma defesa providencial, impedindo o golo que levaria a eliminatória para prolongamento e manteria viva a esperança de reviravolta dos dragões, mesmo com a equipa em inferioridade numérica. Este lance sublinhou a capacidade de Farioli em, mesmo com poucas opções, criar oportunidades de perigo.

Contudo, a persistência de Deniz Gul no onze inicial tem gerado debate. Apesar de uma assistência crucial contra o Tondela, o avançado turco atravessa um período de seca de golos, com 18 jogos consecutivos sem marcar. O seu último golo remonta a janeiro, na Liga Europa, e no campeonato, é preciso recuar a outubro para encontrar o seu nome na lista de marcadores. A sua atuação discreta no clássico, com apenas dois remates e dificuldades em envolver-se no jogo, contrasta com o impacto que Samu tinha, que, antes da lesão que sofreu em fevereiro, registava 20 golos e uma assistência, sendo o principal pilar ofensivo da equipa. A comparação entre ambos realça a lacuna deixada pelo avançado espanhol e a dificuldade de Gul em preenchê-la, mesmo com mais minutos de jogo.

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